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Wendel de Novais
Publicado em 29 de maio de 2026 às 07:41
A mãe de Iana Silva Santos, 25 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Salvador, criticou a atuação da Justiça e revelou um questionamento feito por um juiz meses antes do feminicídio. Segundo ela, durante uma audiência relacionada às agressões sofridas pela filha, o magistrado perguntou se havia ocorrido traição no relacionamento. >
"O juiz fez uma pergunta para ela: 'houve traição?'. Ela respondeu que não. Isso é uma pergunta que um juiz faz para uma vítima?", lembrou ela, em entrevista à TV Bahia, sem se identificar. Iana foi morta a facadas no último dia 21 de maio, depois de ter a casa invadida pelo ex-companheiro, identificado como Jonatas dos Santos Moreira. >
Após o crime, ele fugiu e permaneceu foragido por quase uma semana, sendo localizado e preso apenas na quarta-feira (27). Antes de ser assassinada, a jovem já havia denunciado o suspeito por violência doméstica. Em fevereiro deste ano, Iana procurou ajuda depois de ter sido agredida e espancada pelo ex, que também invadiu a residência dela. >
Jovem foi morta a facadas no Alto de Coutos
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que Jonatas chegou a ser preso em fevereiro, após decisão da Vara de Violência Doméstica. Na sequência, o Ministério Público da Bahia apresentou denúncia pelos crimes de lesão corporal leve em contexto doméstico, ameaça e invasão de domicílio. >
O suspeito foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto pelo crime de lesão corporal no âmbito doméstico. A decisão levou em consideração o fato de ele ser tecnicamente réu primário e não responder a outros processos criminais naquele momento. >
O tribunal também informou que medidas protetivas haviam sido determinadas, proibindo Jonatas de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com Iana. Mesmo assim, segundo as investigações, ele conseguiu invadir a casa da vítima e cometer o feminicídio. >