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Wendel de Novais
Publicado em 29 de maio de 2026 às 08:32
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) protocolou, nesta quarta-feira (27), uma representação na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia contra o capitão da PM Daniel dos Santos Souza. O oficial é apontado pela entidade como responsável pela condução considerada irregular da advogada Jôse Silva dos Santos à Central de Flagrantes, durante uma operação policial realizada na última sexta-feira (22), no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. >
Segundo relato da advogada, ela atuava na defesa de um cliente abordado por agentes da 58ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) quando passou a questionar a legalidade dos procedimentos adotados pela guarnição. Ainda conforme a versão apresentada pela profissional, o capitão responsável pela ação deu voz de prisão por desacato após a intervenção dela durante a ocorrência.>
Caso é investigado pela Polícia Civil
A OAB Bahia informou que, além de formalizar a representação disciplinar contra o policial militar, também reforçou junto às autoridades a necessidade de respeito às prerrogativas da advocacia. A entidade destacou que o livre exercício profissional é essencial para o funcionamento da Justiça e afirmou que busca evitar novos episódios semelhantes envolvendo advogados em atuação.>
No mesmo dia da ocorrência, integrantes da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB acompanharam Jôse Silva dos Santos na Central de Flagrantes. A comissão atuou durante o processo de condução e também na liberação da advogada, além da devolução do telefone celular e da carteira profissional da OAB.>
A entidade também informou que acompanhou a advogada até a Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia, onde foi instaurado procedimento para apurar a atuação dos policiais envolvidos na ocorrência registrada durante a operação.>
Após a repercussão do caso, a Associação dos Oficiais Militares Estaduais da Bahia (Força Invicta) divulgou nota pública em defesa do capitão Daniel dos Santos Souza. Segundo a associação, os documentos já analisados indicam que o oficial participava de uma operação conjunta de fiscalização de trânsito, organizada com apoio da Transalvador e da 58ª CIPM, voltada à segurança viária e à repressão de irregularidades administrativas.>
A entidade afirmou ainda que seria precipitado atribuir conduta arbitrária ao policial antes da conclusão das investigações. “Os documentos oficiais já conhecidos indicam que a atuação do Capitão Daniel ocorreu no contexto de operação conjunta de fiscalização de trânsito, formalmente estruturada”, declarou a associação. A nota também defendeu que sejam analisadas imagens, depoimentos e demais elementos técnicos antes de qualquer conclusão sobre o caso.>