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Maria Raquel Brito
Publicado em 27 de abril de 2026 às 21:06
O preço da gasolina comum continua alto em Salvador. Nesta segunda-feira (27), o litro chegou a R$ 7,79 em postos da capital baiana, como mostrou levantamento do CORREIO.>
Em abril, a Refinaria de Mataripe, da Acelen, anunciou uma redução nos preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras. Com a queda, o litro da gasolina comum passou a custar R$ 3,850, uma diminuição de 1,36%. Os postos, no entanto, são livres para praticar os preços que entendem como justos. Não existe, atualmente, nenhuma interferência no posicionamento de precificação dos estabelecimentos. >
Gasolina em Salvador
Para que o combustível chegue até os consumidores finais, há um longo caminho, que passa por várias instâncias. Para entender esse processo, o primeiro ponto é saber que a gasolina comercializada pelos postos não têm a mesma composição que a gasolina produzida pela refinaria. >
É o que explica Marcelo Travassos, secretário executivo do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA). “A refinaria produz a gasolina A, que é uma gasolina pura, e a distribuidora adiciona a essa gasolina o etanol anidro na proporção de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Aí, a gente já tem um elemento representativo na composição de preço desse produto vendido pelos postos, que é o etanol anidro.">
Além disso, existem os custos internos, que também entram no cálculo do preço final. Fatores como mão de obra, energia , impostos e frete. Este último, inclusive, tem sido um dos maiores motivos de dor de cabeça para os revendedores. >
“Todos os fretes estão com preços completamente diferentes do que era praticado antes do conflito do Oriente Médio, já que o diesel subiu de forma representativa e isso está impactando nos fretes terrestres, independente do produto. Pode ser combustível, pode ser alimento, pode ser mercadoria de uma forma geral, eles estão com a majoração de frete muito grande”, afirma.>
Em março, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) iniciou a Operação “De Olho no Preço”, com o objetivo de monitorar e fiscalizar a formação dos preços dos combustíveis. O descumprimento das notificações pode acarretar em sanções administrativas, multas e outras consequências legais, conforme previsto na Lei nº 8.078/90 e no Decreto nº 2.181/97 do CDC.>