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Millena Marques
Publicado em 27 de maio de 2026 às 13:47
O psicoterapeuta Jordan Campos, que foi alvo de uma operação do Ministério Público do Estado da Bahia na terça-feira (26), fez um posicionamento sobre o caso pela primeira vez. No texto, que foi publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (27), ele diz ser "totalmente inocente". >
"Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação", diz Jordan, que tem mais de 400 mil seguidores nas redes sociais. >
Jordan Campos é investigado por violência sexual e estelionato
Ele é investigado pelos crimes de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato contra mulheres que eram pacientes de atendimentos terapêuticos ou alunas de cursos ministrados por ele.>
Batizada de “Operação Catarse”, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores. A Justiça também determinou o bloqueio de bens que ultrapassam R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informáticos e telemáticos.>
"Parte dessas acusações já havia surgido anos atrás envolvendo algumas das mesmas pessoas mencionadas agora. Na época, houve investigação no Ministério Público do Trabalho durante meses, e aquele procedimento acabou arquivado por ausência de provas relacionadas às acusações apresentadas naquele momento", diz em outro trecho.>
Por decisão judicial, Jordan foi proibido de exercer atividades ligadas à psicoterapia, consultas clínicas, mentorias, cursos, palestras e eventos semelhantes, tanto de forma autônoma quanto por meio de empresas.>
De acordo com as investigações, o psicoterapeuta atuaria há mais de uma década utilizando a posição de autoridade profissional para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional. Segundo o MP, ele identificava pacientes com histórico de trauma, dependência emocional e baixa autoestima para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica e obter vantagens sexuais e financeiras. Nas redes sociais, Jordan ficou conhecido por compartilhar parte da sua rotina de trabalho e história de pacientes, como no vídeo abaixo.>
"Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais. >
Eu sou Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos. E preciso iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação.>
Parte dessas acusações já havia surgido anos atrás envolvendo algumas das mesmas pessoas mencionadas agora. Na época, houve investigação no Ministério Público do Trabalho durante meses, e aquele procedimento acabou arquivado por ausência de provas relacionadas às acusações apresentadas naquele momento. A diferença é que naquela época não houve essa repercussão pública e midiática que estamos vendo agora.>
A atual investigação também envolve uma questão patrimonial ligada a uma relação contratual e societária que já vinha sendo discutida nas instâncias próprias. Inclusive, houve apuração anterior sobre esse tema, com entendimento policial no sentido da ausência de elementos de estelionato naquele contexto analisado.>
O papel do Ministério Público é investigar. O papel das autoridades é cumprir determinações judiciais. E é importante lembrar que estamos diante de uma investigação, não de uma condenação.>
Há mais de 20 anos eu cuido de pessoas. Construí minha trajetória através de consultas, aulas, eventos, livros e projetos humanos, sempre de forma pública, aberta e diante de milhares de pessoas que acompanham minha caminhada há muitos anos.>
Repito com absoluta tranquilidade: jamais pratiquei os atos que estão sendo atribuídos a mim.>
Neste momento estou com dificuldade de acesso à minha conta oficial do Instagram porque meus dispositivos eletrônicos foram apreendidos e ainda estou resolvendo a questão da autenticação e recuperação de acesso.>
Por orientação jurídica e por respeito ao próprio processo, que corre sob sigilo, não entrarei em detalhes sobre os fatos neste momento.>
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