Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 27 de maio de 2026 às 06:51
Um psicoterapeuta com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais se tornou alvo de uma operação do Ministério Público do Estado da Bahia nesta terça-feira (26), em Salvador. Conhecido como Jordan Campos, Jordan Van Der Zeijden Campos é investigado pelos crimes de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato contra mulheres que eram pacientes de atendimentos terapêuticos ou alunas de cursos ministrados por ele. >
Batizada de “Operação Catarse”, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores. A Justiça também determinou o bloqueio de bens que ultrapassam R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informáticos e telemáticos.>
Jordan Campos é investigado por violência sexual e estelionato
Ainda por decisão judicial, Jordan foi proibido de exercer atividades ligadas à psicoterapia, consultas clínicas, mentorias, cursos, palestras e eventos semelhantes, tanto de forma autônoma quanto por meio de empresas.>
De acordo com as investigações, o psicoterapeuta atuaria há mais de uma década utilizando a posição de autoridade profissional para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional. Segundo o MP, ele identificava pacientes com histórico de trauma, dependência emocional e baixa autoestima para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica e obter vantagens sexuais e financeiras. Nas redes sociais, Jordan ficou conhecido por compartilhar parte da sua rotina de trabalho e história de pacientes, como no vídeo abaixo.>
Até o momento, quatro vítimas foram identificadas. Três delas relataram crimes contra a dignidade sexual, enquanto uma denunciou prejuízos patrimoniais. Conforme as apurações, todas descreveram um padrão semelhante de comportamento por parte do investigado e afirmaram conhecer outras mulheres que não procuraram as autoridades por medo ou vergonha.>
As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid). A operação contou ainda com apoio da Polícia Militar da Bahia, através do Esquadrão de Motociclistas Águia.>