Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Monique Lobo
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 22:31
Após anunciar o encerramento das atividades da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa em Salvador, na quarta-feira (7), as sócias da instituição, Bárbara Carine e Maju Passos, divulgaram um vídeo nas redes sociais, nesta sexta-feira (9), revelando que a unidade vai continuar. >
"Maria Felipa Salvador fica!", iniciou Bárbara, lembrando das dificuldades enfrentadas nos últimos dias desde o anúncio do fim da unidade na capital baiana. >
Conheça mais da primeira escola Afro-Brasileira do país
Segundo elas, a instituição privada está sim sendo encerrada, mas a unidade vai seguir enquanto escola dentro do Instituto Maria Felipa. "O Instituto Afro-brasileiro Maria Felipa acaba de iniciar suas atividades enquanto escola", comemorou Maju. >
As sócias revelaram que a nova fase da escola vai acontecer com metade das crianças mensalistas e a outra metade de crianças bolsistas. E que, mesmo com as mensalidades, ainda há um déficit de cerca de R$ 600 mil no orçamento. >
Mas, após um ato que foi promovido por profissionais da escola e pais de alunos em apoio a instituição, na quinta-feira (8), no Porto da Barra, uma novidade surpreendeu as duas.>
"Ao final do ar, nós tivemos uma boa notícia: uma importante personalidade brasileira, uma pessoa que a gente já entrega os caminhos nas mãos de orixá, entrou em contato com a gente oferecendo uma ajuda em torno de R$ 400 mil", revelou Bárbara.>
Para alcançar os R$ 200 mil restantes, as sócias anunciaram uma vaquinha virtual para angariar doações e chegar no valor necessário. Para acessar a vaquinha basta clicar neste link. >
Com a mudança de uma instituição particular para um instituto, a Escola Maria Felipa vai poder ter acesso a recursos públicos através de editais, instituições filantrópicas e emendas parlamentares. >
"O nosso foco é de que em um futuro próximo nem mensalidade mais a escola cobre aqui em Salvador. Em um futuro próximo, essa instituição seja uma escola comunitária, seja uma escola que receba recursos de filantropia nacional e internacional, e a que gente consiga cumprir esse papel da educação antirracista como uma educação gratuita e socialmente referenciada para todas as crianças", completou Bárbara. >