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Da Redação
Publicado em 9 de maio de 2023 às 19:38
- Atualizado há 3 anos
Mais de dois mil equipamentos sonoros, apreendidos em operações de fiscalização, foram destruídos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) nesta terça-feira (9), em Salvador. Os aparelhos, categorizados como inutilizáveis, foram suprimidos por um rolo compressor às 12h, na sede da secretaria, no Caminho das Árvores.>
O desmantelamento foi uma das ações feitas em comemoração ao Dia Municipal do Combate à Poluição Sonora, celebrado no domingo (7). Os objetos eram de 2020. >
O processo é feito de maneira sustentável e, de acordo com Márcia Cardim, gerente da Sedur, sem custo. “O rolo compressor passa por cima das caixas e elas são destruídas. Depois, existe uma empresa que tira o lixo eletrônico e faz a reciclagem, e o outro material, que é de madeira, a Limpurb coleta”, explica.>
Caixas de som, sons automotivos e paredões foram alguns dos equipamentos comprimidos pela máquina. Os paredões, que consistem em conjuntos de caixas de som empilhadas, são os aparelhos mais potentes entre os apreendidos, diz Cardim. >
Enquanto as caixas de som custam em média R$ 600, os sons automotivos têm um valor médio mais alto, de R$ 800. O mais potente entre os coletados é também o mais caro: os paredões mais baratos custam cerca de R$ 900 e podem chegar a R$ 2 mil. >
Os aparelhos são recolhidos por poluição sonora quando o volume ultrapassa o limite de decibéis estabelecido para o horário. A Lei 5.354/1998, conhecida como Lei do Silêncio, determina que o volume máximo emitido deve ser de 60 decibéis no período entre 22h e 7h, e até 70 decibéis entre 7h e 22h. >
Após a apreensão, os donos têm dez dias para entrar com a defesa e pagar a multa de poluição sonora, que vai de R$ 1.211,73 a R$ 201.788,90, e recuperar o equipamento. Caso isso não seja feito, os objetos passam a ser de domínio da prefeitura, que doam, leiloam ou, quando são inutilizáveis, os destroem.>
Em maio de 2022, a Sedur lançou um aplicativo para que os cidadãos possam fazer denúncias de poluição sonora e acompanhar o atendimento em tempo real. O aplicativo, chamado Sonora Salvador, conta com geolocalização e compartilhamento de fotos, que fazem com que as informações recebidas pelas equipes de fiscalização sonora sejam mais precisas. Até o momento, o programa só está disponível em aparelhos Android.>
Além do aplicativo, o modo mais tradicional de denúncias continua sendo o canal de atendimento Fala Salvador, que funciona através do site falasalvador.ba.gov.br e do número 156.>
Outra ação em homenagem ao Dia Municipal de Combate à Poluição Sonora foi a Mega Operação Sílere, realizada no último domingo pela Sedur, integrada com as polícias militar e civil, além da Transalvador.>
A operação contou com cerca de 80 agentes, que circularam pela cidade com o objetivo de conscientizar a população e combater a poluição sonora. >
Denúncias>
Entre janeiro e abril deste ano, foram registradas cerca de 11 mil denúncias e 323 equipamentos sonoros foram apreendidos. Os bairros com maiores índices de reclamações foram Pituba, Rio Vermelho, Itapuã e Uruguai.>
Já em 2022, o órgão recebeu, no mesmo período, mais de 15,5 mil denúncias e apreendeu 850 equipamentos. Itapuã, Paripe, Pernambués e Rio Vermelho lideraram, na ocasião, como os bairros com maior número de queixas.>
*Com orientação de Fernanda Varela>