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Millena Marques
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 11:09
Ambulantes que trabalhavam na antiga rodoviária de Salvador realizam um protesto na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), na manhã desta quinta-feira (22). Os manifestantes temem perder a clientela com a inauguração da nova rodoviária, em Águas Claras. Com cartazes, os trabalhadores informais cobram uma solução aos órgãos competentes e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). >
"Governador, não somos cachorros, precisamos de sua atenção", diz um cartaz. “Queremos trabalhar. Não temos clientes”, diz outro. >
Protesto em frente à antiga rodoviária de Salvador
O protesto é acompanhado por guarnições da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). >
Uma reportagem do CORREIO mostrou que a mudança do terminal para Águas Claras gera medo de desemprego, esvaziamento econômico e ameaça ao comércio popular da velha rodoviária. “Isso aqui vai virar a Barroquinha. Um antigo centro econômico abandonado. A partir desta terça, estas famílias daqui estarão perdidas”, resume o peruano Miguel Pacheco, que há 30 anos vende produtos na passarela da rodoviária. >
“Com este meu ponto, sustentei minha família e construí até minha casa. Agora não sei nem como será amanhã, como vou levar comida para casa”, completa Miguel, temendo o fim do seu sustento, num curto espaço de tempo. Ele não comparou sua situação com a Barroquinha à toa. Segundo ele, o bairro era a referência no comércio até a antiga rodoviária, na Sete Portas, deixar de existir. “Lá o fim foi lento, mas começou assim. Aqui não dou sois ano para acabar e deixar todo mundo sem sustento. Ninguém mais vai passar por aqui”, disse o peruano. Confira reportagem completa aqui.>