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Pós-Graduação em Computação da Ufba atinge nota 6 da Capes e entra em grupo de elite nacional

Além da instituição baiana, apenas outra universidade no Nordeste possui o reconhecimento

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 18 de março de 2026 às 22:29

Pós-Graduação em Computação da Ufba atinge nota 6 da Capes e entra em grupo de elite nacional
Pós-Graduação em Computação da Ufba atinge nota 6 da Capes e entra em grupo de elite nacional Crédito: Divulgação

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) alcançou um marco histórico para a ciência e a educação no Nordeste. O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PGCOMP) recebeu o Conceito 6 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em uma escala que vai até 7. Na prática, esse selo coloca o curso de Salvador no mesmo patamar de excelência dos melhores centros de tecnologia do mundo.

O reconhecimento é fruto de 11 anos de trabalho intenso. Para se ter uma ideia da importância dessa nota, apenas os cursos que possuem pesquisas de altíssimo impacto e forte conexão com o exterior conseguem chegar a esse nível. No Nordeste, apenas a Ufba e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) detêm esse status de elite na área de computação.

Pós-Graduação em Computação da Ufba atinge nota 6 da Capes e entra em grupo de elite nacional por Divulgação

Segundo o coordenador do programa, professor Fred Durão, o marco consolida a Bahia como um polo estratégico. "Os conceitos 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao dos melhores centros internacionais de pesquisa. Isso amplia a visibilidade da Ufba, atraindo parcerias estratégicas e retendo talentos que antes buscavam o Sul e Sudeste", afirma.

Atualmente, o programa mantém 214 alunos ativos (126 de mestrado e 88 de doutorado), investigando frentes como Inteligência Artificial, Computação Quântica, Blockchain e Cidades Inteligentes.

Para sustentar o nível de excelência, o Instituto de Computação (IC) investiu na modernização física. O conceito de "Smart Classes" define as novas salas de aula: ambientes 360 graus equipados com telas de 75 polegadas, reconhecimento facial e sistemas de videoconferência para atividades híbridas.

Além do ganho acadêmico, o curso transformou a realidade financeira dos alunos: enquanto 50% ganhavam até dois salários mínimos antes do ingresso, 77,8% passaram a receber mais de cinco salários após o diploma, com a maioria (83%) ocupando cargos em instituições públicas e universidades como Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), o que fortalece a economia e o ensino tecnológico em todo o estado.

"O ambiente foi estruturado para que o foco esteja totalmente no aprendizado e na experimentação, rompendo com o modelo tradicional expositivo", explica Durão. Além das salas interativas, o programa inaugurou laboratórios especializados em Internet das Coisas (IoT) e Robótica.

A inserção global é um dos pilares do novo conceito. Nos últimos anos, o PGCOMP realizou 22 missões em 12 países, incluindo Estados Unidos, Bélgica e Japão. O intercâmbio é bilateral: o programa recebe doutorandos de nações como Síria, Moçambique e Etiópia, além de professores visitantes da Europa.

As inscrições para novos mestrandos e doutorandos ocorrem tradicionalmente duas vezes ao ano, com oferta de bolsas institucionais para pesquisadores em dedicação exclusiva no Campus de Ondina da universidade.

Tags:

Ufba Universidade Nordeste Educação Tecnologia