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Entenda a infecção que levou à morte de padre desaparecido em Salvador

Doença bacteriana atinge principalmente idosos e pode evoluir rapidamente sem tratamento adequado

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 17 de abril de 2026 às 08:37

Padre Elmo Andrade de Souza
Padre Elmo Andrade de Souza Crédito: Divulgação

Foi confirmada na noite desta quinta-feira (16) a morte do padre Elmo Andrade de Souza, de 62 anos, que havia sido dado como desaparecido após ser visto pela última vez na quarta-feira (15), na região do bairro de São Cristóvão, em Salvador. Segundo a Arquidiocese de Salvador, a causa do óbito foi uma infecção generalizada decorrente de uma lesão na pele associada à erisipela bolhosa. O padre estava internado no Hospital Teresa de Lisieux.

A erisipela bolhosa é uma infecção bacteriana que atinge as camadas mais superficiais da pele e os vasos linfáticos, geralmente provocada por bactérias do gênero Streptococcus. Especialistas explicam que a erisipela pode se manifestar em diferentes formas clínicas, variando conforme a gravidade, incluindo quadros com vermelhidão localizada, formação de bolhas ou, nos casos mais severos, necrose dos tecidos.

Na forma bolhosa, considerada menos comum do que a apresentação tradicional, surgem bolhas cheias de líquido nas áreas afetadas, acompanhadas de vermelhidão e inchaço. As pernas estão entre as regiões do corpo mais frequentemente atingidas pela infecção.

Padre Elmo Andrade de Souza por Arquidiocese

A literatura médica mostra que os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à doença, principalmente quando apresentam problemas circulatórios ou lesões na pele. Pequenos ferimentos, frieiras, rachaduras, picadas de inseto e outras alterações cutâneas podem funcionar como portas de entrada para a bactéria.

Sintomas

Além das alterações visíveis na pele, a erisipela pode provocar febre, mal-estar e sintomas gerais de infecção. Em muitos casos, o quadro permanece localizado, mas a ausência de tratamento adequado pode permitir a progressão da doença. Entre as complicações mais graves está a sepse, quando a infecção se espalha pelo organismo, situação registrada no caso do padre.

Entre os sintomas iniciais mais frequentes estão febre alta, calafrios, fraqueza, náuseas e mal-estar. Na pele, podem surgir vermelhidão intensa, aumento da temperatura local, dor, sensação de queimação, inchaço e formação de bolhas com líquido claro ou purulento. Embora as pernas e os pés sejam as áreas mais atingidas, a infecção pode ocorrer em qualquer parte do corpo.

O diagnóstico costuma ser feito com base na avaliação clínica dos sinais apresentados pelo paciente e no histórico de saúde. Em algumas situações, exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para confirmar a presença da bactéria e avaliar a extensão da infecção.

Apesar de ser relativamente comum, especialistas destacam que a evolução para formas graves não é normal e não costuma ocorrer quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento é iniciado corretamente.

Tratamento cedo pode evitar complicações

O tratamento é feito com antibióticos e, em geral, apresenta boa resposta clínica. A recorrência da doença está associada principalmente à presença de novas lesões na pele ou a condições como edema crônico, linfedema, dermatites e problemas de circulação, que aumentam a vulnerabilidade da região afetada.

O tratamento deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações. Dependendo da gravidade, os antibióticos podem ser administrados por via oral ou intravenosa. Em casos mais extensos ou com risco de evolução para septicemia, pode ser necessária internação hospitalar para acompanhamento mais rigoroso.

A prevenção envolve cuidados simples com a pele, especialmente entre pessoas com fatores de risco. Manter a pele limpa, hidratada e protegida contra ferimentos, tratar micoses rapidamente e controlar doenças crônicas como diabetes e insuficiência venosa são medidas que ajudam a reduzir as chances de infecção.

Desaparecimento

Antes da confirmação da morte, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia informou que havia tomado conhecimento do registro de boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do sacerdote. Segundo as informações repassadas às autoridades, ele havia sido visto pela última vez por volta das 12h30 do dia 15 de abril.

Na noite de ontem, porém, foi confirmado que o padre havia morrido. "Neste momento de dor e esperança na Ressurreição, a Arquidiocese se une em oração, confiando a alma do padre Elmo à infinita misericórdia de Deus, agradecendo por sua vida, ministério e dedicação à Igreja", diz trecho da nota da arquidiocese.

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