Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Millena Marques
Publicado em 10 de junho de 2026 às 17:57
O Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) oferecerá consultas para avaliação e acompanhamento especializado de fisioterapia para pessoas que têm escoliose. Os atendimentos acontecem no Instituto de Saúde da instituição, localizado no Campus Paralela, mediante agendamento prévio. >
Os pacientes são acompanhados ao longo de todo o ano por estudantes do curso de Fisioterapia, sempre sob a supervisão de professores especializados. O atendimento inclui avaliação física detalhada, análise de exames radiográficos e elaboração de um plano terapêutico individualizado, seguindo as recomendações internacionais da SOSORT para o tratamento conservador da escoliose. Os interessados podem agendar consulta pelo WhatsApp (71) 99611-6919.>
Caracterizada por uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, a escoliose envolve desvio lateral associado à rotação vertebral e alterações no perfil sagital. Embora possa surgir em diferentes fases da vida, sua identificação durante a infância e a adolescência é especialmente importante, já que o crescimento acelerado pode favorecer a progressão da deformidade.>
Segundo a fisioterapeuta e preceptora do curso de Fisioterapia da Unijorge, Priscilla Santana, existem diferentes tipos de escoliose. A condição pode ser classificada como idiopática, congênita, neuromuscular ou estar associada a outras condições específicas. A forma mais comum é a escoliose idiopática do adolescente, cuja origem é considerada multifatorial e apresenta forte influência genética.>
“Diferentemente das alterações posturais, a escoliose é uma deformidade estrutural da coluna vertebral que pode provocar assimetrias corporais visíveis, como desnivelamento dos ombros, alterações na cintura, proeminência das costelas e desequilíbrio do tronco”, explica a especialista.>
Entre os sinais clínicos mais frequentes estão as assimetrias nos ombros, escápulas e cintura, além da presença da chamada gibosidade, identificada principalmente durante o Teste de Adams. Apesar de muitos pacientes não apresentarem sintomas, alguns podem sentir dor, desconforto e incômodo estético. Nos casos mais severos, a deformidade pode comprometer a função respiratória e impactar a qualidade de vida.>
A maior parte dos diagnósticos ocorre entre os 10 e os 16 anos de idade, período correspondente ao pico de crescimento. Por isso, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de sucesso do tratamento conservador e reduz o risco de agravamento das curvas da coluna.>
O Teste de Adams é uma das principais ferramentas de triagem utilizadas para identificar possíveis casos de escoliose. Realizado por meio da flexão anterior do tronco, o exame permite observar assimetrias corporais que, quando detectadas, devem motivar uma investigação clínica mais aprofundada e, se necessário, a realização de exames de imagem.>
O tratamento da escoliose é definido de forma individualizada e leva em consideração fatores como idade, potencial de crescimento, magnitude da curva, padrão da deformidade e risco de progressão. Entre as opções terapêuticas estão a observação clínica, a fisioterapia com exercícios específicos para escoliose (PSSE), o uso de órteses corretivas e, em situações selecionadas, a cirurgia.>
Entre os recursos conservadores mais utilizados atualmente estão os coletes corretivos tridimensionais (3D), órteses desenvolvidas para promover correções nos planos frontal, sagital e transversal da deformidade. Quando prescritos de maneira adequada e associados aos exercícios específicos para escoliose, esses dispositivos apresentam evidências científicas consistentes na redução do risco de progressão das curvas durante o crescimento, contribuindo para melhores resultados clínicos e funcionais.>