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Carol Neves
Publicado em 22 de abril de 2026 às 09:47
Uma mulher de 32 anos descobriu que convivia com um câncer cerebral raro e altamente agressivo depois de passar meses lidando com sintomas inicialmente atribuídos a fatores como estresse, alterações hormonais e a rotina familiar.>
O caso de Libby Woolaston, moradora de Wolverhampton, na Inglaterra, foi divulgado pelo instituto Brain Tumour Research e repercutido pela imprensa britânica na terça-feira (21). >
Mulher de 32 anos foi diagnosticada com câncer raro
Os primeiros sinais surgiram em meados de 2024, quando ela passou a sentir dores de cabeça constantes. Mesmo procurando atendimento médico diversas vezes, recebeu explicações consideradas comuns, como estresse, menopausa precoce, desequilíbrios hormonais e até depressão. Em uma das consultas, chegou a ouvir de um profissional: “Você não acha que são seus filhos causando dor de cabeça“.>
Apesar da persistência do quadro, inicialmente não houve investigação mais aprofundada. Com o passar dos meses, no entanto, os sintomas se intensificaram e novas alterações começaram a surgir, incluindo mudanças hormonais incomuns.>
Mesmo após a identificação de um tumor, a suspeita inicial era de que se tratava de algo benigno. Na ocasião, Libby foi informada de que a lesão era “ligeiramente maior que o normal”, mas não representava motivo imediato de preocupação.>
A situação mudou rapidamente quando o tumor passou a crescer de forma acelerada e começou a pressionar estruturas importantes do cérebro.>
Exames indicaram que a massa aumentou de cerca de 0,6 polegada (aproximadamente 1,5 cm) para cerca de 2 polegadas (mais de 5 cm) em apenas um mês. Com a evolução do quadro, Libby perdeu a visão de um dos olhos após o tumor comprimir o nervo óptico. Diante do agravamento, ela foi encaminhada para avaliação mais detalhada.>
A confirmação do diagnóstico veio somente após uma cirurgia de aproximadamente quatro horas para retirada do tumor. O procedimento revelou a presença de um tumor rabdoide teratoide atípico (AT/RT), um tipo extremamente raro e agressivo de câncer cerebral, normalmente diagnosticado em crianças pequenas e que se desenvolve no sistema nervoso central — cérebro ou medula espinhal.>
De acordo com o Brain Tumour Research, esse tumor é classificado como grau 4, o nível mais elevado de agressividade, com crescimento rápido - característica que ajuda a explicar a evolução acelerada observada no caso.>
Após a cirurgia, Libby iniciou tratamento com quimioterapia e passou por cerca de 30 sessões de radioterapia. Meses depois, exames realizados em fevereiro de 2026 indicaram ausência de sinais da doença, embora ela ainda esteja em recuperação e conviva com sequelas, como a perda parcial da visão.>
O caso chama atenção para a dificuldade de identificar tumores cerebrais raros nas fases iniciais, já que os sintomas costumam ser inespecíficos e frequentemente confundidos com condições comuns, como estresse ou alterações hormonais. A insistência da paciente em buscar respostas para os sinais persistentes foi decisiva para o diagnóstico de uma doença altamente agressiva.>