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Perla Ribeiro
Publicado em 27 de maio de 2026 às 16:30
O nutricionista e influenciador digital Rodrigo Góes reagiu, dias antes da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, a vídeos em que o jovem de 22 anos relatava o uso de anabolizantes e outras substâncias voltadas ao ganho de performance. Em uma das análises, Góes alertou para os riscos cardíacos associados ao uso indiscriminado desses compostos. As informações são do Portal Terra.>
Gabriel Ganley morreu no último sábado (23), em São Paulo. Segundo o atestado de óbito, a causa da morte foi cardiomiopatia hipertrófica, doença considerada uma das principais responsáveis por morte súbita em atletas jovens. A condição provoca o espessamento anormal do músculo cardíaco e, na maioria dos casos, possui origem genética.>
Gabriel Ganley morreu aos 22 anos
Especialistas apontam, no entanto, que fatores externos, como o uso de esteroides anabolizantes, hormônios e estimulantes, podem agravar quadros cardíacos preexistentes. Até o momento, não há confirmação de que o uso dessas substâncias tenha relação direta com a morte de Ganley, embora o próprio fisiculturista tenha mencionado publicamente o consumo de hormônios e pré-treinos em entrevistas e vídeos nas redes sociais.>
Em um vídeo publicado cerca de 19 dias antes da morte do atleta, Rodrigo Góes comentou imagens em que Gabriel aparece ao lado do fisiculturista Ramon Dino, destaque brasileiro na categoria Classic Physique do Mr. Olympia. Durante a análise, Góes elogiou pontos físicos de Ganley, como a região abdominal, os bíceps e a largura dos ombros, mas observou sinais de envelhecimento facial que, segundo ele, são comuns em usuários de anabolizantes.>
Em outro trecho, o nutricionista reagiu a relatos do jovem sobre a rotina de treinos e o uso de substâncias. Gabriel descreveu o consumo de pré-treinos, energéticos e hormônios como o Halotestin, frequentemente utilizado por atletas em busca de resultados rápidos no fisiculturismo. Também foi citado o uso de Hemogenin, outro composto conhecido no meio esportivo.>
Após a confirmação da morte, Rodrigo Góes publicou um vídeo em tom emocionado. “Hoje não é um vídeo de julgamento, não é um vídeo de ‘eu avisei’. É um vídeo triste”, afirmou. “O Gabriel não era um nome aleatório no meu canal. Eu acompanhei a trajetória dele de perto”, completou.>
Além do histórico de uso de hormônios, Gabriel já havia apresentado episódios de mal-estar e confusão mental após o uso de insulina, substância também utilizada de forma irregular por alguns atletas para fins estéticos e de performance. A investigação sobre a morte do fisiculturista segue em andamento. Gabriel foi encontrado morto no apartamento onde morava, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. O caso é tratado como morte suspeita pela Polícia Civil.>
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o inquérito foi instaurado no 57º Distrito Policial, no Parque da Mooca, e aguarda os laudos conclusivos do Instituto Médico Legal (IML). Os exames devem esclarecer se a cardiomiopatia hipertrófica foi a única causa da morte ou se houve fatores associados ao quadro clínico do jovem.>