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Paciente investigado por suspeita de ebola em São Paulo testa positivo para meningite

Homem que esteve na República Democrática do Congo segue internado no Emílio Ribas; exames para ebola ainda não foram concluídos

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 30 de maio de 2026 às 21:39

Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Instituto de Infectologia Emílio Ribas Crédito: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo

O paciente que está sendo investigado por suspeita de ebola em São Paulo apresentou resultado positivo para meningite meningocócica, informou neste sábado (30) a Secretaria de Estado da Saúde. Apesar do diagnóstico, as análises para confirmar ou descartar a infecção pelo vírus ebola continuam em andamento.

O homem está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas. A investigação foi iniciada após ele apresentar febre e relatar passagem recente pela República Democrática do Congo (RDC), país africano que enfrenta um surto da doença em algumas regiões. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a secretaria, o exame que identificou a meningite foi realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Mesmo assim, as equipes médicas mantêm o acompanhamento clínico e epidemiológico do caso até a conclusão de todos os testes laboratoriais para ebola e outras doenças virais.

Segundo o governo paulista, a investigação foi aberta de forma preventiva porque o paciente apresentava critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com um caso suspeito, conforme os protocolos adotados pelo Ministério da Saúde e pelas autoridades estaduais.

Na semana passada, a Secretaria da Saúde de São Paulo reforçou as orientações para vigilância do atual surto de ebola na República Democrática do Congo, definindo procedimentos para identificação, notificação, isolamento e investigação de casos suspeitos no estado.

Embora o caso tenha mobilizado as autoridades sanitárias, a pasta ressalta que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a dificuldade de transmissão do vírus e a ausência de voos diretos entre as áreas afetadas da África e o continente sul-americano.

O Instituto Emílio Ribas já recebeu outros pacientes com suspeita de ebola ao longo dos anos. Em 2014, durante uma das maiores epidemias da doença na África Ocidental, três casos investigados na unidade foram descartados após exames laboratoriais.

As autoridades de saúde aguardam agora o resultado definitivo das análises genéticas conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz para confirmar ou afastar a possibilidade de infecção pelo vírus ebola.

Tags:

Saúde República Democrática do Congo Vírus África