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Portal Edicase
Publicado em 27 de agosto de 2024 às 18:36
Segundo dados da Revista Brasileira de Sexualidade Humana, entre 11,7% e 42% das mulheres sofrem de vaginismo, isto é, uma contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico (ao redor da vagina), impedindo a entrada de pênis, dedo ou qualquer outro objeto na vagina, por mais que esta seja a vontade da mulher. >
“Para muitas mulheres, o sexo não uma experiência positiva, pelo contrário, é sinônimo de dor e sofrimento. Isso porque elas sofrem de dor durante a relação sexual , conhecida como vaginismo – um problema significativo que afeta uma parte substancial da população feminina”, diz Débora Pádua, fisioterapeuta pélvica e sexóloga da capital paulista. >
Entre as várias causas, desde condições físicas, como infecções e endometriose , até fatores psicológicos, como estresse ou traumas passados, o vaginismo pode levar a um ciclo de desconforto e ansiedade que, muitas vezes, resulta em um afastamento do sexo e do parceiro. >
“O mais preocupante é que muitas mulheres não têm acesso a informações precisas ou não se sentem à vontade para buscar ajuda para tratar algo que, em poucas sessões [de fisioterapia pélvica], já conseguimos a cura total; mas que, se não tratada, pode agravar a situação e ainda levar a doenças ginecológicas mais graves – uma vez que elas também não conseguem realizar exames ginecológicos pela dor”, alerta Débora Pádua. >
Segundo Débora Pádua, o tratamento de vaginismo é feito com fisioterapia pélvica , uma abordagem que se concentra na reabilitação dos músculos do assoalho pélvico com exercícios de fisioterapia para ajudar a relaxar os músculos vaginais, aumentar a flexibilidade e melhorar o controle muscular. >
“É preciso identificar padrões de contração e relaxamento e verificar a presença de pontos de gatilho, assim conseguimos ensinar técnicas de relaxamento muscular para reduzir a tensão nos músculos vaginais e aumentar a tolerância à penetração de forma gradual”, finaliza a especialista. >
Por Mayra Barreto Cinel >