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Carol Neves
Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 16:22
- Atualizado há 3 anos
Pulseira inteligente chegou ao Brasil (Foto: Divulgação)Depois de revoluções no computador portátil, smartphones e tablets, chegou a hora das chamadas tecnologias vestíveis, que usamos diretamente no nosso corpo. Chegou oficialmente no Brasil neste último mês um produto desta categoria - a pulseira inteligente Mi Band, da fabricante chinesa Xiaomi, que se propõe a monitorar passos e o sono do usuário.É basicamente isso. Você não vai ver a hora, como em um smartwatch - aliás, você não vai ter praticamente nenhum tipo de interação com a pulseira em si. Depois de colocá-la no pulso, pode até esquecer que ela está ali - uma grata exceção é a função despertador, bem mais efetiva que o velho toque do celular. O alarme ainda pode ser "inteligente", com uma janela de meia hora para reconhecer quando você está com o sono mais leve e te acordar no momento mais adequado. >
Mas o despertador um uso bastante pontual da Mi Band. Outros usos menores incluem vibrar quando o celular toca e desbloquear a tela do smartphone (para quem tem Android 5.0). Mas o cerne da pulseira é medir, primeiro, os passos que damos ao longo do dia e, à noite, o quanto e com que qualidade dormimos. E como a Mi Band se comportar nessas funções primárias? Para responder a estas perguntas, o CORREIO testou a pulseira por um mês. Vamos analisá-las separadamente abaixo.A pulseira tem um design bastante simples e não deve encher os olhos dos apreciadores fashions. Feita de material emborrachado, tem na parte de cima, no centro, espaço para encaixar o sensor. Além disso, na caixinha vem um pequeno cabo USB para recarregar o sensor - a bateria tem ótima duração. No início dos testes, estava em 92% e um mês depois está em 32%. Vale ressaltar ainda que a Mi Band é resistente à água - aguenta tranquilamente ser molhada durante o banho. >
Para ver os dados e fazer uso efetivo da Mi Band, é preciso instalar um aplicativo no celular (disponível para iOS, Android), bastante fácil de entender e usar. Aplicativo contabiliza passos dados ao longo do dia (Foto: Carol Neves/CORREIO)Medidor de passosPara muitas pessoas hoje em dia, que buscam uma vida mais ativa e saudável, o principal atrativo da pulseira certamente é o medidor de passos. A quantidade de passos que se deve dar por dia, recomenda-se é de dez mil, segundo especialistas - a pulseira informa que o indicado é 8 mil. >
No aplicativo da Mi Band você pode estipular uma meta diária e acompanhar sua evolução para chegar ao objetivo. O usuário faz um breve perfil, com dados que incluem altura e peso, e também pode indicar uma meta nesse sentido. O aplicativo ainda converte os passos em quilômetros e diz quantas calorias foram queimadas com a atividade física.>
É difícil avaliar a precisão - comparando com aplicativos disponibilizados em celulares, no iOS o próprio app Saúde, às vezes há inconsistências, mesmo se considerando que uma pulseira em teoria estará com você mais tempo que um celular. Mas, de maneira geral, o aplicativo apresenta números que parecem condizentes com a realidade. >
Os dados podem, por sinal, ser importados para o app Saúde. Além disso, com um usuário Mi, você pode manter um backup dos seus dados caso precise mudar de aparelho, por exemplo.Qualidade de sonoParece em certa medida uma feitiçaria como, em geral, a pulseira sabe, sim, quando você está dormindo. Desde que seja à noite. A Mi Band não monitora seus cochilos dados no final da manhã, ou à tarde depois do almoço, se centrando somente na noite de sono. Depois que acorda, ao sincronizar os dados com o aplicativo, é possível ver um gráfico que apresenta seu período total de sono, dividido em intervalos de sono leve, sono profundo e, se for o caso, acordado (quando levantamos no meio da noite ou despertamos por qualquer motivo, interrompendo o sono para retomá-lo depois).>
De maneira geral, o medidor de sono determina com bastante precisão o período do sono - claro, em alguns dias acabou registrando como sono período em que se estava apenas deitada na cama, mas isso foi bastante raro. Mas, na experiência, a pulseira já não pareceu tão precisa em avaliar a qualidade, pelo menos sob um olhar leigo. Algumas das piores noite registraram maior período de sono profundo, o que parece um contrassenso, assim como a noite mais bem dormida teve uma imensa quantidade de sono leve registrada. >
Para quem gosta de informação sobre si mesmo e seus hábitos, de maneira geral é bastante interessante. Comparando os resultados da Mi Band sobre com aplicativos para celular que medem qualidade de sono, como o Sleep Cyle, os gráficos foram bastante parecidos - mas com a vantagem de você poder simplesmente deitar e dormir, sem se preocupar em "sinalizar" isso, como nos aplicativos para celular, em que se pede para marcar o início da noite. Aplicativo contabiliza tempo total de sono e qualidade das horas dormidas (Foto: Reprodução)Custo-benefícioA versão lançada agora no Brasil, vendida ao preço de R$ 95 na loja online da fabricante, já está defasada lá fora, onde também recentemente começou a ser vendida a nova versão, cujo grande diferencial é o monitor cardíaco. No momento, a Xiaomi Brasil oferece apenas a pulseira preta em sua loja virtual. >
O preço é bastante competitivo - o setor tem por exemplo a SmartBand, da Sony, vendida junto com o Xperia Z2 a partir de R$ 1.499, a Vivofit, da Garmin, cuja nova versão é vendida por R$ 600, e a Jawbone, que tem modelos a partir de R$ 650. >
Por isso pelos serviços que oferece, boa bateria e resistência, a Mi Band não deve decepcionar quem esperava por uma opção mais barata no mercado das pulseiras inteligentes.>