Neto define 15 de março como data para decidir sobre candidatura ao governo 

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14.02.2018, 09:51:00
Atualizado: 14.02.2018, 09:51:28

Neto define 15 de março como data para decidir sobre candidatura ao governo 

Jairo Costa Júnior, com Luan Santos

O prefeito ACM Neto (DEM) estabeleceu 15 de março como data final para decidir se vai ou não entrar na disputa pelo governo do estado. “Trabalho com esse calendário. Não quer dizer que qualquer anúncio será feito nesse prazo específico, mas defino o meu futuro no dia 15 do mês que vem”, adiantou Neto, em entrevista concedida à Satélite, domingo passado, no Campo Grande. Aposta da oposição para tentar encerrar 12 anos de domínio petista na Bahia, o democrata se disse completamente dividido sobre a candidatura. “Hoje, estou 50% inclinado a me lançar e 50% a continuar na prefeitura. Há muitos prós e contras na balança e meus planos não consideram apenas a próxima eleição”, afirmou.

Três acordes  
Em conversas reservadas, aliados de ACM Neto elencaram três variáveis que afastariam o democrata do páreo: a impopularidade do governo Michel Temer, o nó no PMDB baiano criado com a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima e a falta de um presidenciável competitivo em seu palanque. Em igual número, interlocutores do prefeito citam fatores que o empurrariam para o duelo: a posição nas pesquisas, o enfraquecimento do PT e a ausência do ex-presidente Lula na sucessão. Entre as duas tendências, pesará para Neto a opinião de amigos fora do universo político, majoritariamente contrários à candidatura.

Comissão de frente
Caso ACM Neto opte por não  concorrer ao governo do estado, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), é o nome mais provável para assumir a cabeça de chapa. Recentemente, Neto se reuniu com José Ronaldo e manifestou a preferência em tê-lo como alternativa. O democrata de Feira garantiu que aceitará a missão sem problemas.

Movimento na fila
Em meio às negociações para compor a chapa majoritária da base aliada, o governador Rui Costa (PT) vai passar a ressaca carnavalesca debruçado sobre a dança das cadeiras em seu secretariado. Nos bastidores da folia, Rui confirmou a troca de até sete integrantes do alto escalão que vão deixar os cargos para brigar nas urnas, mas manteve sigilo sobre indicações e cotas destinadas aos partidos alinhados ao PT. O governador também sinalizou a probabilidade de mudanças em pastas estratégicas sem conexão com a batalha eleitoral.

Fora das cordas
De certo, seis vagas já estão previamente abertas no alto escalão do governo estadual:  Jaques Wagner (Desenvolvimento Econômico) Carlos Martins (Justiça e Direitos Humanos), Vítor Bonfim (Agricultura), Olívia Santana (Trabalho e Esporte), Josias Gomes (Relações Institucionais) e  o vice-governador João Leão, que comanda a Secretaria de Planejamento. Sem contar a cobiçada presidência da Desenbahia, comandada por Otto Alencar Filho.

Visão de camarote
Virtual dono de uma vaga na comissão de frente do PT, João Leão garantiu que ficará mudo sobre o espaço desejado por ele no palco da sucessão. “Se eu disser agora que quero a do Senado ou continuar com a vice, vai ter briga. Por isso, prefiro ser escolhido do que escolher. Vou esperar convite formal”, salientou o cacique do PP baiano, em bate-papo com a coluna.

Troca de abadás
A janela partidária que será aberta em março deve alterar o desenho da Câmara de Vereadores de Salvador. Em especial, na bancada do Palácio Thomé de Souza. Durante a folia, líderes de legendas ligadas ao DEM foram alertados pela articulação política da prefeitura de que, em breve, poderão migrar de sigla.

Pé firme
Secretário municipal de Trabalho e Esporte, o vereador licenciado Geraldo Júnior (SD) assegurou que não abrirá mão de brigar pela presidência da Câmara. “Comuniquei ao prefeito ACM Neto minha decisão de ir até o fim. Cedi duas vezes antes, mas agora não haverá recuo”, destacou. Antes, Geraldo Júnior aparou as arestas com Kiki Bispo (PTB), também interessado em suceder Leo Prates (DEM), e fechou um acordo. Quem agregar maior número de adesões, recebe o apoio do outro.

Curto-circuito
O diretor de fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo de Salvador (Sedur), Átila Brandão Filho, foi ameaçado de prisão ao determinar a retirada de uma grua da TVE instalada irregularmente na Barra.  O episódio ocorreu na tarde do último sábado, quando a equipe liderada por Átila Filho  foi cercada por dezenas de PMs. “Pela lei, nada pode atrapalhar uma rota de fuga dos foliões em situação de pânico. Usar a força policial para impedir um agente de cumprir a estrita ordem legal é inacreditável, uma distorção sem tamanho”, disparou o chefe da Sedur, Sérgio Guanabara. Até  ontem, a grua continuava no mesmo local, protegida pela PM.

"Há algo importante a se considerar no Carnaval de 2019. A folia vai pegar as obras de reforma da Avenida Sete pela metade.  O que pode alterar o circuito do Centro", Cláudio Tinoco, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, ao antecipar um dos problemas para o planejamento da próxima festa. Entre as saídas em estudo, há a possibilidade de criar um sentido único através da Rua Carlos Gomes, com dispersão no Comércio

Confetes
Só na multidão - O ex-ministro Jaques Wagner concentra todos os esforços para eleger Carlos Martins (PT) deputado federal. Desde o início do ano, Wagner costura palanques no interior exclusivamente para o secretário estadual de Justiça e Desenvolvimento Social, um dos seus mais leais e antigos parceiros.     

Protesto.gov -  Terror dos políticos na folia, a Mudança do Garcia vem perdendo independência para manter o tom contrário a governos, sejam eles de que partido for. Este ano, abocanhou R$ 70 mil em patrocínio da Bahiatursa.