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Bruno Wendel
Publicado em 4 de maio de 2022 às 05:45
- Atualizado há 3 anos
Uma das lideranças da organização que contava com PMs para cometer crimes de extorsão mediante sequestro, e que teve três integrantes preso nesta terça-feira (3) na operação "Só Rasteira", morreu em confronto com policiais civis e militares em fevereiro do ano passado, no bairro da Sete Portas, em Salvador. Alessandro Souza Suzart foi localizado durante ação da Coordenação de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em conjunto com equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico da Polícia Militar.>
"Ele era um dos líderes, mas resistiu à prisão. Esse grupo é antigo. Tem raiz há cinco anos", declarou o delegado Odair Carneiro, do Draco, uma das unidades envolvidas na operação. Dois soldados lotados na Rondesp Atlântico foram presos junto com um terceiro criminoso. Eles tiveram as prisões decretadas.>
Com os criminosos, a polícia encontrou máquinas de cartão usadas para o pagamento do resgate. Eles começavam pedindo R$ 50 mil , mas no final das negociações, recebiam R$ 10 mil, R$ 5 mil, a depender do poder aquisitivo das vítimas. Uma quarta pessoa está foragida. >
De acordo com a polícia, todos os integrantes já foram identificados. "É uma organização numerosa, mas já mapeamos todos eles e é uma questão de tempo [prender todos]. Pode ser o número que for, vamos cortar na carne", declarou Odiar Carneiro.>
Estupros Suzart era acusado por vários sequestros, roubos a bancos e estupros. Em fevereiro do ano passado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as equipes começaram as buscas pela Avenida Paralela, seguindo até a Avenida Antero de Brito, já na região da Sete Portas. Ao ser encontrado, Suzart reagiu, houve confronto e ele acabou morto. >
Com Suzart foram apreendidos uma pistola calibre 380 e porções de cocaína. Ele respondia a vários inquéritos na Coordenação de Repressão a Extorsão Mediante Sequestro, do Draco, e teve um mandado de prisão cumprido no dia 11 de novembro de 2021, em Simões Filho. Depois, ele foi colocado em liberdade após decisão da Justiça. >
A SSP disse que Suzart sequestrava e extorquia traficantes de drogas e estuprava as esposas das vítimas. Ele também era investigado por receptação qualificada, grilagem e foi reconhecido por uma das vítimas de estupro.>