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Joaquim Nery: o show tem que continuar

  • D
  • Da Redação

Publicado em 1 de outubro de 2014 às 07:21

 - Atualizado há 3 anos

Em Chicago, o Millenium Park é um grande espaço público, que funciona como centro de arte, música e lazer. Um dos destaques do Parque é a sua maravilhosa Concha Acústica, o Jay Pritzker Pavillon, com capacidade para 14 mil pessoas. Projeto arrojado do arquiteto Frank Gehry. A Concha Acústica é um gigantesco centro para teatro e música, que possui instalações permanentes para shows, com som, luz e palco. É um templo da música.

No centro da cidade de Montreal aparece o Quartier des Spetacles, um grande centro para teatro e música. A principal avenida do Quartier des Spetacles é previamente preparada para grandes shows, com torres de iluminação e som que ficam montadas o ano inteiro.Toronto é a maior cidade do Canadá. A área de shows e entretenimento fica no coração da cidade, nas margens do Lago Ontário, no Queen’s Quay. O lugar possui uma bela vista da cidade e do Lago Ontário.

Chicago, Montreal e Toronto são cidades jovens e modernas que proporcionam desenvolvimento e lazer para os seus cidadãos. Os shows estão presentes nessas cidades como uma das principais atividades de lazer.

Salvador é uma cidade multicultural que tem uma forte tradição ligada à música e à dança, graças à sua matriz africana e ao espírito despojado de ser. Temos poucos espaços de lazer e nenhum deles é planejado para eventos musicais.

As festas e grandes shows acontecem em lugares improvisados, arremedos de casas de espetáculo. O Wet’n Wild é a ruína de um parque aquático e o Parque de Exposições é a ruína de um centro de exposições agropecuárias. Pela falta de um espaço adequado, os grandes shows fogem para a Praia do Forte e Lauro de Freitas.

O Bahia Café Hall também é improvisado, pois não foi construído para ser espaço de eventos, mas é o único lugar na cidade que comporta shows de até 4 mil pessoas com uma relativa infraestrutura. É uma casa de tamanho médio e fundamental para a manutenção dos ensaios de verão de bandas como Psirico e Parangolé, além da apresentação de artistas locais como Bell Marques, Harmonia do Samba, Saulo, Tuca Fernandes, Pablo, Durval Lelis, Ivete Sangalo, Timbalada, Claudia Leitte e Daniela Mercury, que atraem turistas do Brasil inteiro.

Aí acontecem cerca de 60 shows por ano, de artistas como Djavan, Nando Reis, Caetano Veloso, Lulu Santos, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, dentre outros.

A notícia da desapropriação do Bahia Café Hall deixa os produtores de eventos de Salvador apreensivos, pois existe o receio de que seja mais um espaço de eventos que irá se fechar na cidade, ceifando milhares de empregos temporários onde já existem tão poucos.

Tememos é que o local seja destinado a outra função que não a de proporcionar música e lazer para Salvador. É fundamental para a cidade que o Bahia Café Hall continue a ser um espaço para a música e para festas, pois nesta cidade que tem poucas indústrias e serviços, pelo menos o show deve continuar.

* Joaquim Nery é professor e empresário