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Censo dos fetiches: brasileiros preferem sexo anal; nordestinos se destacam no exibicionismo

Dados foram divulgados pela plataforma Sexlog, que tem mais de 23 milhões de usuários

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 11:31

Sexo anal foi a escolha de 73,6% (163 mil+) dos usuários e lidera as preferências de fetiches entre brasileiros
Sexo anal foi a escolha de 73,6% (163 mil+) dos usuários e lidera as preferências de fetiches entre brasileiros Crédito: Pexels

Sete em cada dez brasileiros elegeram o sexo anal como seu fetiche preferido. O número foi divulgado pela plataforma Sexlog, maior site de sexo e swingo da América Latina, que tem mais de 23 milhões de usuários, nesta terça-feira (24) e faz parte do Censo dos Fetiches 2025. O resultado seguiu uma tendência de anos anteriores e continuou sendo a preferência de mais de 70% dos novos cadastros, além de ter mantido a liderança em todas as regiões, estados e grandes cidades. 

Os dados foram calculados a partir das escolhas feitas pelos 1,7 milhão de novos usuários na etapa de cadastro da plataforma. Neste momento, é possível selecionar interesses e fetiches que representam fantasias, curiosidades e repertórios individuais. Segundo a Sexlog, os dados ajudam a entender não apenas o que é mais popular, mas também o que se repete como padrão cultural. 

Sexo anal foi a escolha de 73,6% (163 mil+) dos usuários e lidera as preferências de fetiches entre brasileiros por Pexels

O Top 5 do Brasil

O ranking nacional indica os cinco fetiches mais selecionados em 2025, mas um mesmo usuário pode escolher múltiplas opções. Assim, as porcentagens não se excluem.

  1. Sexo anal — 73,6% (163 mil+)
  2. Orgia — 52,4% (116 mil+)
  3. Cuckold (prática consensual em que uma pessoa tem fetiche por ver o parceiro ou a parceira com outra pessoa) — 46,9% (104 mil+)
  4. Dotado — 44,9% (99 mil+)
  5. Voyeurismo — 44,8% (99 mil+)

Ainda de acordo com a plataforma, o Top 5 ajuda a explicar uma característica marcante do erotismo brasileiro, que busca mais o voyeurismo do que o exibicionismo. 

Assim, fantasias que envolvem observação, dinâmica coletiva e narrativa relacional ganham força nesse cenário, a exemplo de orgias, cuckold (também chamado ‘fetiche do corno’) e voyeurismo. Esse mesmo padrão aparece quando se observam fetiches que vêm logo na sequência do ranking nacional, como gang bang e dupla penetração, ambos acima de 44%.

Diferenças regionais 

Apesar de o ranking geral ser bastante consistente, há particularidades de acordo com a região do país. Entre os destaques regionais observados no levantamento: 

Centro-Oeste: alto interesse em sexo no mesmo ambiente (49,3%) e menage feminino com mulheres bissexuais (46,9%).

Nordeste: destaque para o exibicionismo (40,6%);

Norte: destaque na escolha por menage masculino com homens bissexuais (24%)

Sudeste: o sexo a dois (72,8%) é a principal preferência;

Sul: lidera no menage feminino com mulheres bissexuais (47,8%).

Sexo por Divulgação

Estados e cidades: onde estão os maiores polos de cadastro

Os estados com mais cadastrados ainda são os estados tradicionalmente mais populosos, incluindo a Bahia.

Top 5 Estados

  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Bahia

No recorte de capitais e polos urbanos, o Top 10 em volume absoluto de 2025 é liderado por:

  • São Paulo (SP): 97.611
  • Rio de Janeiro (RJ): 52.779
  • Fortaleza (CE): 31.991
  • Manaus (AM): 27.019
  • Belo Horizonte (MG): 25.948
  • Recife (PE): 25.612
  • Salvador (BA): 23.777
  • Curitiba (PR): 22.459
  • Goiânia (GO): 22.315
  • Brasília (DF): 20.095

A idade do fetiche

Quando observada a faixa etária, o fetiche no Brasil é majoritariamente vivido por adultos jovens, com domínio daqueles entre 25 a 34 anos (40% a 46% da base, dependendo da região). Em seguida, estão as pessoas com idades entre 35 a 44 anos (25% a 28%) e 18 a 24 anos (19% a 21%).

O padrão do Top 10 nacional ajuda a ler tendências por idade:

  • 18 a 24 tendem a expressar curiosidade e experimentação, com alto interesse por fetiches imagéticos e coletivos, como orgia e voyeurismo.
  • 25 a 34 são o grupo que aparece como a faixa vista como mais “equilibrada” pela plataforma: mantém sexo anal como líder, mas combina repertório visual (dotado, dupla penetração) com fantasias de contexto (cuckold, voyeurismo).
  • 35 a 44 reforça fetiches ligados a papéis, negociação e narrativa relacional, como cuckold, dominação e submissão, que aparecem com força no Top 10.

Perfil: homens ainda são maioria, mas casais crescem e ampliam o repertório

Os homens ainda são maioria, mas tem crescido a participação relevante de mulheres e casais, especialmente em regiões como Sudeste e Nordeste. Quando é uma escolha do casal, o desejo frequentemente vem acompanhado de linguagem de acordo, limites e roteiros mais bem definidos.

O que o Censo revela

De acordo com o Sexlog, o Censo dos Fetiches não é só uma lista de preferências e revela que o Brasil mostra um desejo cada vez mais consciente, negociado e curioso.O conjunto de dados também evidencia como o imaginário coletivo brasileiro se organiza ao redor de três pilares:

  • Fantasias que cabem a dois (e mantêm o vínculo como centro)
  • Fantasias de observação e contexto (ver, ser visto, dividir o ambiente)
  • Fantasias de narrativa relacional (como o cuckold, cada vez mais normalizado)