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'Nunca vi nesse tamanho': ventos intensos e ondas afetam píer no Terminal Náutico

Um engenheiro vai ao local para avaliar o prejuízo nesta segunda-feira (2)

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 2 de março de 2026 às 11:35

Ventos fortes de sábado provocaram impactos em um dos píeres do Terminal Náutico da Bahia
Ventos fortes de sábado provocaram impactos em um dos píeres do Terminal Náutico da Bahia Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

O susto começou por volta das 11h da manhã do último sábado (28). Nessa época do ano, o vento Noroeste já é velho conhecido de marinheiros e pilotos marítimos. Mas com as chuvas que afetam o estado desde a semana passada, os impactos no Terminal Náutico da Bahia, no bairro do Comércio, ainda estão sendo calculados.

"Nunca vi acontecer naquele tamanho, nos 14 anos em que estou lá. Juntou o vento Noroeste com a maré cheia, então veio com mais força. A gente brinca que o vento Noroeste chega e, em 30 minutos, faz a festa dele: quebra tudo e para. Não fica muito tempo. Só que, no sábado, começou às 11h da manhã e só foi parar umas 16h30", conta o administrador do terminal, Luiz Britto.

O vento Noroeste nasce no Amazonas e provoca rajadas e temporais em outros estados do Brasil. Na Bahia, é conhecido na região da Baía de Todos os Santos (BTS) pelas fortes rajadas. Segundo Britto, já é comum que ele venha do meio da BTS em direção ao terminal. Ao invés de vir da Orla Atlântica, ele vem no sentido oposto.

"Ali no terminal, nós ficamos abrigados pelo quebra-mar. Quando a gente inverte isso, perde esse abrigo", explica.

Os maiores impactos foram no píer dos veleiros, onde ficam cerca de 30 embarcações privadas. Não houve problemas no píer de acesso ao transporte da travessia Salvador-Mar Grande, das lanchinhas, e das escunas de passeio. Ao todo, são quatro píeres do terminal.

"Hoje mesmo, um engenheiro está indo fazer um levantamento para ver o que aconteceu mesmo e fazer um orçamento. Na verdade, o que quebra muito são as junções entre um píer e outro, porque balança muito e quebra. Todos eles vão ter que ser recompostos e também é preciso verificar se teve algum problema nas escadas flutuantes", diz.

Ainda de acordo com ele, essa verificação precisa ser detalhada, para observar eventuais detalhes que ainda não tenham sido vistos. Isso inclui mergulho para conferir as partes submersas, mas esse procedimento depende da turbidez da água.

"Mas a gente já faz manutenção dos flutuantes normalmente. Flutuantes são uma coisa que você tem que consertar o tempo inteiro", acrescenta Britto. Já as embarcações que estavam no píer afetado não tiveram prejuízos. No momento da ventania, elas foram removidas, mas já foram colocadas no local.

A travessia das lanchinhas chegou a ser suspensa no sábado, por determinação da Capitania dos Portos, mas foi retomada no domingo (1). Nesta segunda-feira (2), a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) informou que os catamarãs da Travessia Salvador–Morro de São Paulo operavam normalmente e de forma tranquila.

A previsão é de que as chuvas continuem na Bahia nos próximos dias. Segundo o Instituto Do Meio Ambiente E Recursos Hídricos (Inema), a expectativa até quarta-feira (4) é de céu encoberto e ocorrência de chuvas no Litoral, incluindo Salvador, a Região Metropolitana e o Recôncavo. No Oeste, Centro-Norte e parte do Sudoeste do estado, há previsão de pancadas de chuva associadas a rajadas de vento e trovoadas ao longo do período.