Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Saiba o que os empresários baianos pensam sobre o fim da jornada 6x1

Relatório sobre mudança deve ser na Câmara dos Deputados no início da próxima semana

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 23 de maio de 2026 às 05:00

Nos últimos dias conversei com alguns empresários e representantes institucionais de segmentos da economia baiana a respeito do projeto que propõe acabar com a jornada 6 por 1 – que garante um dia de folga após seis trabalhados. Queria entender o sentimento da turma e para isso optei por papos reservados no lugar de entrevistas – tudo “em off”, como se diz no jargão jornalístico. E neste ambiente de sinceridade e confiança pude perceber duas coisas. Primeiro, que há um consenso de que a alteração da jornada vai ser aprovada no Congresso Nacional. Em função disso, vem a segunda convicção, de que o setor produtivo vai lutar com todas as suas forças para dividir a conta com o governo.

Enquanto a redução da jornada de trabalho segue em pauta no Congresso Nacional, o empresariado brasileiro segue uma intensa jornada para tentar convencer Brasília a pisar no freio e conversar com calma sobre o assunto e o impacto que ele vai causar. A turma acredita que pouquíssimos parlamentares terão a coragem de votar contra a poucos meses de eleições gerais. “Ninguém vai querer aparecer como ‘inimigo do povo’ em ano de eleição”, diz um. Do outro lado, representantes de trabalhadores, e aqueles que enxergam a possibilidade de ganhos eleitorais com a mudança, trabalham para acelerar o processo e resolver o negócio o quanto antes.

O baiano Leo Prates – deputado federal que foi escolhido como relator da PEC da 6x1 na Câmara dos Deputados – tem o desafio de encontrar uma solução salomônica para o assunto até a próxima segunda-feira (dia 25), quando se encerra o prazo para a apresentação do seu relatório sobre o assunto. A apresentação do relatório, que aconteceria na última quarta (dia 20), foi adiada justamente porque os parlamentares ainda buscam um consenso em relação às regras de transição e eventuais compensações.

Entre o empresariado, há algumas propostas apontadas como capazes de suavizar “o inevitável”, como avalia um. Uma delas é um período de transição para a redução das horas, contrário à vontade do governo de início imediato. Uma das alterações sugere um prazo de 10 anos, mas Leo Prates defendeu em uma entrevista recente à Folha de S. Paulo uma fase de adaptação entre 2 e 5 anos.

Prates sugere ainda que durante a transição as horas extras adicionais até 44 horas sejam desoneradas, que profissões específicas tenham jornadas definidas por lei ou convenções coletivas, desde que respeitem oito folgas mensais e o teto de seis dias trabalhados por semana.

Um empresário, do setor de serviços, acredita que tirar o foco da quantidade de dias trabalhados e pensar na redução de horas semanais poderia não ser tão ruim. “Para uma pequena empresa, é muito mais fácil fazer um rearranjo de horários nas escalas do que contar com o trabalhador por menos dias”, avalia.

Há quem não se conforme com o fato de o governo propor uma mudança desta magnitude sem qualquer custo para ele. “Por que não aproveitar este momento para discutir de forma séria uma grande desoneração da folha de pagamentos no país? A gente deixa com o governo quase o mesmo valor que pagamos para o funcionário”, reclama. A conta dele faz sentido, porque embora os encargos diretos custem entre 35% e 45%, o custo total, que envolve ainda provisões para férias, 13º salário e contribuições para o Sistema S, entre outras, vai para algo entre 70% e 100% mesmo.

“(O presidente) Lula quer acabar com a jornada 6x1, e eu também acho que será ótimo que o trabalhador tenha mais tempo livre. A minha discordância em relação a ele é que ele quer mandar esta conta para mim. Vamos dividir”, sugere outro.

E aí, qual é o melhor caminho em sua opinião?

Igual à ficção

O caso da prefeita de uma cidade na Califórnia que renunciou ao cargo e admitiu ser uma espiã chinesa me lembrou da série The Americans, com Keri Russell e Matthew Rhys. Os dois interpretam um casal de soviéticos infiltrados, acima de qualquer suspeita, que cria seus filhos, nascidos nos EUA, em um típico bairro do subúrbio. Parecem levar uma vida normal, quase sem graça, mas se envolvem nas mais arriscadas missões para encontrar segredos do interesse de seu país. Assim como o casal russo, a ex-prefeita Eileen Wang ganhou a confiança de todos na pequena cidade de Arcadia, onde por 30 anos cultivou boas relações sociais. Talvez as duas grandes diferenças entre Wang e o casal de Americans seja o tipo de atividade que ela desempenhava. Não há qualquer registro de que atuasse enviando informação para Pequim – pelo contrário, foi acusada de fazer propaganda chinesa, mostrando que a grande disputa atual é por imagem. Além disso, a ex-prefeita nada tem a ver com os tradicionais adversários dos EUA, os russos. A despeito do encontro ameno entre Trump e Xi Jinping, recentemente, cada vez mais, China e Estados Unidos se posicionam como antagonistas.

A volta dos ETs

Trump divulgou imagem de IA prendendo um ET  Crédito: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a inteligência artificial para criar uma imagem em que ele aparece prendendo um alienígena. Se lembrarmos que recentemente ele ordenou a abertura de arquivos sobre a presença de Ovins, a estratégia para enfrentar o momento de maior impopularidade desde que retornou à Casa Branca fica bastante claro. Trump quer os americanos olhando para o céu, procurando vida extraterrestre, e desatentos aos bolsos esvaziados pelo aumento no custo de vida causado pela guerra. E o mais interessante é que esta não será a primeira vez que as autoridades nos EUA utilizam a curiosidade sobre vida extraterrestre para desviar a atenção do povo por lá. Entre os anos de 1950 e 1960, auge da Guerra Fria, o governo americano testava aeronaves pouco convencionais e preferia deixar as pessoas acharem que estavam vendo Ovnis a expor os planos reais. Um caso clássico é o do U-2, avião espião que voava a mais de 60 mil pés. Muito melhor deixar pilotos de aviões convencionais acreditarem que estavam vendo uma nave extraterrestre que contar ao mundo que tinha a tecnologia.

A volta do menino travesso

Com mais de 90% de chances da chegada do El Ninõ no segundo semestre do ano, o mundo se prepara para os efeitos do aquecimento nas águas do Oceano Pacífico. Além da quase certeza de que o fenômeno climático vai mesmo acontecer, muitos meteorologistas apontam ainda a expectativa de um "Super El Ninõ", ou ainda um "El Ninõ Godzilla". O aquecimento do Pacífica impacta o clima em todo o mundo. Em 2015, Salvador enfrentou um volume de chuvas 60% maior que a média. Em outros locais, o fenômeno climático provoca períodos de seca extrema, preocupando o agronegócio e, em alguns casos, até mesmo o abastecimento humano. Como esquecer a crise na Serra da Cantareira, principal reservatório de água em São Paulo? O aquecimento das águas ganhou este nome porque foi constatado pela primeira vez na véspera do Natal. Pescadores peruanos viram que a a temperatura mais elevada afastava os peixes e entenderam a situação como um sinal para interromper o trabalho e celebrar o nascimento do “El Ninõ” Jesus. Mais tarde, no início do século passado, o cientista Gilbert Walker identificou que o aquecimento era acompanhado de mudanças na pressão atmosférica e na velocidade dos ventos. Mas foi a partir de 1980 que o fenômeno passou a ser extensamente estudado.

meme da semana

A criatividade do baiano não conhece mesmo limites...  Crédito: Reprodução

O jeito é rir, não é, gente? A Ponte Salvador-Itaparica, que só existe em planilhas e apresentações de Canva, entrou na trend. Alguns dos casais mais queridos do Brasil terminaram, mas a sonhada ligação entre a capital e a ilha não termina nunca. Longe disso, ainda nem começou a ser construída.

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)