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Motorista que confessou matar jovem trans na Bahia deixa prisão após decisão da Justiça

Réu por feminicídio de Rhianna Alves, de 18 anos, ganhou liberdade provisória após audiência de instrução

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 26 de maio de 2026 às 08:29

Sérgio Henrique Lima dos Santos foi indiciado pela morte da jovem Rhianna Alves
Sérgio Henrique Lima dos Santos foi indiciado pela morte da jovem Rhianna Alves Crédito: Reprodução

O motorista por aplicativo Sérgio Henrique Lima dos Santos, de 19 anos, acusado de matar a jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, no oeste baiano, ganhou liberdade provisória da Justiça da Bahia. O suspeito responde pelo crime de feminicídio e estava preso preventivamente desde o avanço das investigações.

Segundo informações divulgadas pela TV Oeste, a decisão foi tomada durante audiência de instrução realizada no último dia 8 de maio. Na avaliação da magistrada responsável pelo caso, o réu colaborou com a Justiça desde o início das investigações e não haveria mais necessidade de manutenção da prisão preventiva.

A juíza também considerou que todas as testemunhas do processo já haviam sido ouvidas, além do fato de o acusado ser réu primário e possuir residência fixa em Barreiras, cidade onde ocorreu o crime.

Rhianna foi morta com 'mata-leão' por motorista de aplicativo por Reprodução

O crime

Rhianna foi assassinada durante uma viagem para Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, em julho do ano passado. Conforme a investigação, a jovem, que morava em Barreiras, foi morta dentro do veículo conduzido pelo motorista de aplicativo após uma discussão entre os dois.

Em depoimento à polícia, Sérgio afirmou que havia contratado a vítima para um programa e que, depois do encontro, levava Rhianna de volta para casa quando começou o desentendimento. Segundo a versão apresentada por ele, a jovem teria ameaçado expor o encontro, momento em que ele aplicou uma cotovelada e um golpe conhecido como “mata-leão”.

A liberação do acusado provocou repercussão nas redes sociais e críticas de movimentos ligados à causa LGBTQIA+. Na época da prisão, a deputada federal Erika Hilton afirmou que denunciaria o delegado responsável pela condução inicial do caso após o suspeito ter sido liberado mesmo depois de confessar o crime.

“Estou denunciando, ao Ministério Público Estadual, o assassino e o delegado. [...] É inconcebível que um delegado não faça a prisão em flagrante de um assassino que levou um corpo até uma delegacia porque ele foi 'bonzinho', confessou o crime e jurou de dedinho que vai se comportar”, escreveu a parlamentar nas redes sociais.

Familiares da vítima também chegaram a se manifestar publicamente após o assassinato. Em uma publicação feita na época, Drycka Santana, irmã de Rhianna, lamentou a morte da jovem.

“Tinha um lindo futuro pela frente, mas não escutou nossos conselhos. Eu sempre repetia a mesma frase: ‘Sai fora dessas amizades, elas vão te derrubar’, e realmente derrubou”, escreveu. O processo segue em tramitação na Justiça baiana.

Irmã de Rhianna desabafou nas redes sociais por Reprodução

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Motorista de app Rihanna Morta Jovem Trans