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Nauan Sacramento
Publicado em 7 de abril de 2026 às 18:32
Uma criança autista de seis anos foi impedida de embarcar em um ônibus da empresa Rota Transportes na Rodoviária de Itabuna, no Sul da Bahia, nesta segunda-feira (6). A proibição da viagem, que tinha como destino Aracaju, em Sergipe, causou revolta entre passageiros e familiares, que denunciaram o tratamento diferenciado em um vídeo que circula nas redes sociais. De acordo com a denúncia, duas questões teriam causado o impasse para o transporte da criança: a gratuidade da passagem e a necessidade dele ir no colo da mãe. >
“Liberaram o ônibus para todo mundo, menos para a criança, que é autista”, afirmou um homem que registrou a movimentação no local. O impasse fez com que o veículo ficasse retido na plataforma por mais de uma hora. Em um dos vídeos, é possível observar o momento em que as malas da família são retiradas do bagageiro por orientação de funcionários da empresa.>
A pessoa que gravou as imagens ainda contou sobre sua frustração diante da negativa de embarque no vídeo, ressaltando que o grupo já havia realizado o trajeto inverso sem problemas. No vídeo, ainda é relatado que a família viajou de Recife para Itabuna com o menor no colo da mãe, sem qualquer impedimento anterior.>
O transporte de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resguardado pela Lei Estadual nº 12.575/2012, que assegura o Passe Livre Intermunicipal na Bahia. Além disso, as diretrizes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) estabelecem a obrigatoriedade do cumprimento das condições legais de embarque para menores e pessoas com deficiência.>
A Rota Transportes negou, nesta terça-feira (7), que o impedimento do embarque da criança na Rodoviária de Itabuna tenha sido motivado por discriminação. Em nota, a empresa atribuiu o incidente ao descumprimento de "requisitos legais e operacionais" necessários para a emissão do bilhete com benefício tarifário.>
A concessionária lamentou o transtorno causado à família e afirmou que sua equipe buscou alternativas dentro das normas vigentes. "Em nenhum momento houve recusa de embarque em razão da condição da criança", declarou a transportadora, que promete revisar os fluxos de comunicação e orientação ao passageiro para evitar novos conflitos em casos de gratuidade e atendimento prioritário.>
Segue nota completa:>
A Agerba também foi procurada para esclarecer as normas de fiscalização, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.>