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Anvisa manda recolher caixa de remédio para pressão alta entre os mais vendidos do país

Medicamento estava com remédio trocado dentro das caixas em lote

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 13:53

As embalagens são essenciais para a eficácia dos remédios (Imagem: FotoDuets | Shutterstock)
Remédios Crédito: Imagem: FotoDuets | Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado do lote OA3169 do Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg após identificar um erro de embalagem. O medicamento, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais, foi comercializado em caixas da Hidroclorotiazida 25 mg, usada no controle da pressão arterial.

De acordo com a Anvisa, a medida atinge exclusivamente o lote citado e inclui a suspensão imediata da venda, da distribuição e do uso do produto deste lote em todo o país.

A decisão foi tomada depois que a MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. comunicou à agência o recolhimento voluntário do lote, como forma de prevenção. Em nota, a empresa afirmou que “o produto disponível no mercado não oferece risco imediato à saúde do paciente”.

A MedQuímica informou ainda que já adotou todas as ações corretivas necessárias e que segue colaborando com os órgãos responsáveis. No Brasil, a Hidroclorotiazida aparece entre os medicamentos genéricos mais consumidos: foi o terceiro mais vendido no último ano, com mais de 26 milhões de caixas comercializadas até abril de 2025.

Outros medicamentos entram na mira da Anvisa

Além do caso envolvendo o remédio para pressão alta, a Anvisa também determinou, na quarta-feira (7), a apreensão de lotes falsificados de outros medicamentos em circulação no país. Entre eles estão Imbruvica, Mounjaro e Voranigo.

No caso do Imbruvica, indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer no sangue, a agência ordenou a apreensão dos lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00. A venda, distribuição e uso desses produtos estão proibidos. A medida foi adotada após a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. informar que não fabricou os lotes citados e que o registro do Imbruvica na forma de cápsulas já foi cancelado.

Em relação ao Mounjaro, a Eli Lilly do Brasil Ltda., detentora do registro do medicamento, comunicou que o lote D838878 não foi produzido pela empresa. Diante disso, a Anvisa determinou a apreensão e retirada imediata do produto do mercado, com proibição de comercialização, distribuição e uso.

A agência também adotou a mesma decisão para o lote FM13L62 do Voranigo, medicamento indicado para o tratamento de tumores cerebrais. Segundo a Anvisa, o produto não pode ser armazenado, vendido, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou utilizado, já que a Laboratórios Servier do Brasil informou desconhecer a origem do lote.

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