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Carol Neves
Publicado em 8 de abril de 2026 às 08:37
As novas regras de segurança do Pix passaram a permitir o bloqueio automático de valores e contas em situações consideradas suspeitas pelas instituições financeiras. A medida foi definida pelo Banco Central como parte de um pacote de mudanças voltado ao combate a fraudes envolvendo transferências instantâneas. >
Com a atualização, bancos poderão suspender movimentações de forma preventiva antes mesmo da conclusão da análise do caso, sempre que houver indícios de irregularidade.>
A iniciativa ocorre em meio ao aumento de golpes praticados por meio do sistema de pagamentos instantâneos e busca ampliar a capacidade de rastreamento e recuperação de valores desviados.>
Mudança na Restituição do IR 2026 pode antecipar dinheiro via Pix
Quando o bloqueio automático pode acontecer>
A retenção preventiva passa a valer em situações específicas relacionadas a suspeitas de fraude ou movimentações incompatíveis com o perfil do cliente. Entre os principais casos estão:>
denúncia feita pela vítima;>
movimentação considerada atípica;>
indícios de uso da conta para golpes ou crimes financeiros;>
transferências incompatíveis com o histórico do usuário.>
Nessas circunstâncias, os valores podem ser bloqueados imediatamente na conta de destino para impedir novas transferências.>
Nova regra amplia rastreamento das transferências>
Uma das principais mudanças envolve a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para permitir o estorno de valores transferidos em situações de fraude.>
Com a nova versão, passa a ser possível acompanhar todo o caminho do dinheiro, mesmo quando ele é rapidamente transferido entre várias contas — prática comum em crimes financeiros.>
Antes da atualização, o bloqueio ficava restrito apenas à primeira conta que recebia o valor.>
Agora, instituições financeiras conseguem monitorar toda a cadeia de movimentações, aumentando as chances de recuperar os recursos.>
Prazo para devolução pode cair para até 11 dias>
Outra alteração relevante é a redução do tempo estimado para devolução dos valores após a contestação.>
Segundo o Banco Central, o prazo pode chegar a até 11 dias, dependendo da análise do caso.>
A nova estrutura também reforça a integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, permitindo troca de informações em tempo real sobre operações suspeitas.>
Especialistas avaliam que as mudanças podem reduzir em até 40% o número de fraudes bem-sucedidas envolvendo o Pix.>
Contestação passa a ser feita direto pelo aplicativo>
Com as novas regras, o usuário também ganha mais autonomia para contestar transferências suspeitas.>
O procedimento poderá ser realizado diretamente no aplicativo do banco:>
o cliente registra a contestação;>
a instituição comunica o banco recebedor em até 30 minutos;>
os valores são bloqueados preventivamente;>
o caso é analisado pelas instituições;>
se confirmada a fraude, o dinheiro é devolvido.>
Caso não sejam encontrados indícios de irregularidade, o valor é liberado ao destinatário.>
Quando o mecanismo de devolução não pode ser usado>
O Banco Central reforça que o MED só pode ser aplicado em situações de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras.>
Transferências feitas pelo próprio usuário por engano - como envio para uma chave Pix incorreta - não entram nas regras de devolução automática.>
Criado em 2021, o mecanismo é considerado um dos principais instrumentos de proteção do sistema de pagamentos instantâneos e passa agora a ter papel ainda mais relevante na prevenção de golpes.>