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Caminhoneiros suspendem greve e dão prazo de sete dias para negociar com o Governo Federal

Medida provisória que estabelece punições rigorosas para empresas de frete está no centro do debate

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 20 de março de 2026 às 20:27

Arisson Marinho / CORREIO
Próxima assembleia está programada para quinta-feira (26) Crédito: Caminhões estão parados na Via Expressa

Lideranças dos caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), não deflagrar greve nacional imediata. A categoria optou por um período de sete dias para negociações intensas com o Governo Federal, agendando uma nova assembleia para a próxima quinta-feira (26), para reavaliar o cenário. Segundo Luciano Santos, presidente do sindicato, o foco atual é o diálogo. As informações foram divulgadas pela CNN.

O centro das negociações é a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que estabelece punições rigorosas para empresas que descumprirem o piso mínimo de frete. A proposta prevê que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) monitore 100% dos fretes realizados no país.

Embora lideranças como Wallace Landim, da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), vejam a MP como um avanço, a categoria exige ajustes técnicos antes da aprovação final. Entre as demandas estão novas regras para seguros, gerenciamento de risco (GR) e identificação precisa do peso dos veículos. Uma reunião decisiva com o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, está marcada para a próxima quarta-feira (25), em Brasília.

A pressão sobre os motoristas escalou após o diesel acumular alta de 18,86% desde o final de fevereiro. O aumento é reflexo direto da instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que fez o barril do tipo Brent saltar 42,7%.

Para mitigar o impacto, o governo federal zerou os impostos do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o combustível, e articula com os estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado. Paralelamente, a Polícia Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) intensificaram a fiscalização em postos para coibir preços abusivos e superfaturamento.

Tags:

Governo Federal Caminhoneiros Diesel