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Casal suspeito de aplicar calote de R$ 5 milhões com brechó de luxo é preso

Vítimas de diversas regiões do país relataram que entregaram joias, bolsas e roupas de grife para venda, não receberam os valores combinados nem tiveram os produtos devolvidos

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 12:59

Dona de brechó de luxo é presa por suspeita de aplicar calote de R$ 5 milhões
Dona de brechó de luxo é presa por suspeita de aplicar calote de R$ 5 milhões Crédito: Reprodução

Um casal investigado por suspeita de aplicar calotes por meio de um brechó de luxo foi preso em São José dos Campos, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (29). O caso foi revelado pelo Fantástico em janeiro do ano passado. Na ocasião, a dona do brechó online Desapego Legal, Francine Prado, era acusada de aplicar um calote de R$ 5 milhões em clientes e fornecedores e o número de vítimas passava de 200. O marido dela, Filipe Prado dos Santos, também é suspeito de participação no esquema. As informações são do G1.

Quando o caso se tornou público, um grupo de aplicativo de mensagens reunia 220 vítimas que se uniram para tratar estratégias, para denunciar falta de pagamentos e a não devolução das mercadorias enviadas ao brechó. A Secretaria da Segurança Pública informou que a prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Piauí, onde tramita o processo.

Segundo a SSP, o casal foi localizado em uma residência no bairro Urbanova e encaminhado à delegacia. Durante a ação, um veículo foi apreendido. O caso foi registrado pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic). A defesa do casal alegou estar surpresa com a ordem de prisão e afirmou que a empresa entrou em recuperação judicial, com pedido aceito pela Justiça, com o objetivo de ressarcir os clientes.

O casal era investigado desde janeiro do ano passado, quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil passaram a apurar denúncias contra o brechó de luxo suspeito de aplicar calotes em centenas de clientes. Na época, vítimas de diversas regiões do país relataram que entregaram joias, bolsas e roupas de grife para venda, mas não receberam os valores combinados nem tiveram os produtos devolvidos.

A matéria veiculada no Fantástico na ocasião mostrou que a empresa possuía quase 100 processos na Justiça. Também havia boletins de ocorrência na polícia em vários estados contra Francine e seu marido. A rede social do brechó reunia 221 mil seguidores e teve seus comentários limitados. Nela, a marca informava que recrutava e vendia acessórios de luxo desde 2012 e que realizava curadoria exclusiva, além de garantir a autenticidade das peças.

Ouvida pelo G1, a defesa informou que o brechó entrou em recuperação judicial, com pedido aceito pela Justiça, com o objetivo de ressarcir os clientes. No processo, a empresa listou quase 700 credores, que somam juntos uma dívida de R$ 20 milhões. Por isso, os advogados afirmam que foram surpreendidos pela prisão realizada nesta quinta-feira, já que, segundo eles, a empresa estaria seguindo os trâmites legais para resolver as pendências financeiras.

Em janeiro do ano passado, a responsável pelo brechó chegou a admitir falhas administrativas durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, mas afirmou que os problemas seriam resolvidos. Na ocasião, a defesa também negou qualquer intenção de fraude.

A defesa do casal e da empresa se pronunciou em nota na tarde desta quinta-feira, dizendo que "os meios processuais cabíveis serão adotados, no tempo e na forma adequados, com o objetivo de revisar a medida judicial" 

Confira a nota da defesa na íntegra:

"Conforme contato mantido na tarde de hoje, esclarecemos que a Sra. Francine da Costa Prado, o Sr. Felipe Prado dos Santos e a empresa Desapego Legal são clientes deste escritório exclusivamente para fins de propositura e acompanhamento da ação de Recuperação Judicial, em trâmite perante o Poder Judiciário, sob o nº 1021498-82.2025.8.26.0577, que tramita perante a 2ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da 1ª RAJ – Foro Especializado da 1ª RAJ.

O processo de Recuperação Judicial segue seu curso regular, tendo sido devidamente apresentada nos autos a relação completa de credores da empresa. Os créditos serão tratados no âmbito do devido processo legal, observada a ordem e as condições previstas na legislação aplicável, garantindo-se aos credores o recebimento de seus haveres nos prazos e condições estabelecidos no plano já apresentado.

Ressalte-se que o Juízo competente reconheceu o preenchimento dos requisitos legais previstos na Lei nº 11.101/2005, motivo pelo qual foi deferido o processamento da Recuperação Judicial, com a determinação do regular prosseguimento do feito.

Confirmamos, ainda, a informação de que o sócio da empresa e sua esposa tiveram mandado de prisão temporária cumprido na data de hoje, encontrando-se atualmente à disposição da autoridade policial competente, na cidade de São José dos Campos.

Importa destacar que os referidos sempre atenderam às convocações judiciais e jamais se furtaram ao comparecimento aos atos processuais para os quais foram regularmente intimados. No momento, em razão da impossibilidade de acesso físico ao mandado judicial e aos autos do procedimento criminal, não é possível prestar informações adicionais, o que será feito oportunamente tão logo haja acesso formal aos elementos do caso.

O Sr. Felipe Prado dos Santos e a Sra. Francine da Costa Prado confiam no regular funcionamento das instituições e do Poder Judiciário, sendo certo que os meios processuais cabíveis serão adotados, no tempo e na forma adequados, com o objetivo de revisar a medida judicial."