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Carol Neves
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 14:18
Cinco dias após ser atingida por um raio durante uma manifestação política no DF convocada por Nikolas Ferreira, a advogada Taniéli Telles, que atua na defesa de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, afirmou que está bem e não teve sequelas graves. O relato foi feito em uma live nas redes sociais. >
Taniéli contou que o impacto da descarga elétrica foi imediato e a arremessou ao chão. “Eu senti uma dor muita forte. Quando vi, eu estava no chão, fui arremessada para trás. Eu ouvi um estrondo muito forte, um clarão, aí olhei para o lado e tinha muita gente caída. Eu tentei levantar, mas não conseguia, parecia que eu estava colada no chão”, relatou.>
Segundo a advogada, a intensidade da dor a fez imaginar que se tratava de um ataque. “Achei que era uma bomba que tinha me atingido, um tiro no ombro, porque a dor é muito forte. O raio levantou as pessoas do chão, eu nunca tinha visto isso. Teve um rapaz que estava com o celular, que explodiu na barriga.”>
Débora do Batom
Ela disse que, no primeiro momento, recusou atendimento médico, apesar das dores em diferentes partes do corpo. Mais tarde, foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).>
“Depois, eu fui atendida pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu. Eu fiquei com o braço dormente na hora, mas já consegui retomar os movimentos normalmente. O médico do Samu disse que era normal ficar com o corpo dolorido”, explicou.>
Taniéli também classificou como um “milagre” o fato de não ter sofrido consequências mais graves e afirmou ter ficado impressionada com o número de pessoas feridas no local. À época, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou que dezenas de manifestantes precisaram de atendimento médico, sem registro de mortes.>
Débora do Batom>
Taniéli Telles atua na defesa da baiana Débora Rodrigues, conhecida nacionalmente após pichar com batom a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.>
Natural de Irecê, na Bahia, Débora foi presa preventivamente em março de 2023, durante a Operação Lesa Pátria, conduzida pela Polícia Federal. Ela responde a denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) por associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado ao patrimônio da União. Em setembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar à ré.>