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Perla Ribeiro
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 08:06
A corretora de imóveis Daiane Alves, 43 anos, foi morta em um intervalo de 8 minutos. Essa é a suspeita do delegado André Luiz Barbosa, que investiga o caso. Uma câmera de segurança do prédio onde a corretora vivia registrou o momento em que ela entra no elevador minutos antes de desaparecer, em Caldas Novas, em Goiás. Síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, 49, foi preso após confessar o crime e indicar à Polícia Civil o local onde deixou o corpo da vítima, na quarta-feira (28). >
O síndico passou por audiência de custódia na quinta-feira (29) e teve a prisão mantida. Em nota, a defesa afirmou que ele está contribuindo com as investigações. As informações são do G1 Goiás. Em um vídeo gravado no dia 17 de dezembro de 2025, a corretora aparece com o celular em mãos, filmando o seu trajeto e enviando os vídeos para uma amiga. De acordo com as investigações, ela se dirigia ao subsolo para verificar o padrão de energia, após constatar que que o apartamento dela estava sem energia. As imagens mostram que Daiane encontra outra pessoa no elevador e para na portaria antes de chegar ao subsolo.>
Síndico foi preso por morte de corretora
Às 19h, Daiane deixa o elevador. Segundo o delegado, foi nesse momento que ela desapareceu. Após isso, o delegado contou que somente uma senhora pôde ser vista acessando o subsolo por volta das 19h08, indicando que o crime tenha sido cometido dentro desse intervalo de tempo. "Esse vídeo que ela grava descendo no elevador foi encaminhado às 18h59. E os senhores podem observar que quando ela desce, é claro que ela estava gravando um vídeo. Então ela gravava e enviava. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar”, informou o delegado, durante coletiva de imprensa.>
Ele ressaltou ainda que é possível que o último vídeo feito por Daiane tivesse alguma prova contra o síndico. As investigações apontam que Cléber teria usado as escadas para não ser flagrado pelas câmeras do prédio. Após o crime, a Polícia Civil também encontrou imagens do carro do síndico, uma Fiat Strada, trafegando em direção a uma região de mata com a capota fechada. Cerca de 48 minutos depois, o carro é visto novamente, voltando com a capota aberta. A Polícia Civil acredita que o veículo transportava o corpo de Daiane para a região de mata em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde foi encontrado.>
Corretora estava desaparecida desde dezembro
O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de tentar obstruir as investigações, segundo a Polícia Civil. Segundo o delegado André Luiz, ele deu um celular novo ao pai, o que poderia ser uma forma de tentar ocultar provas em uma possível apreensão do aparelho. “A prisão foi solicitada, em um primeiro momento, para que a gente pudesse entender se essa participação já acontecia desde a prática desse homicídio ou se só aconteceu depois que o crime ocorreu”, explicou André em entrevista à TV Anhanguera. Maicon passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida.>
Ainda de acordo com o delegado, há indícios de que Cléber e Maicon planejavam fugir após o crime, já que a Polícia Civil encontrou malas no apartamento do síndico no momento da prisão. "Não podemos afirmar categoricamente (que eles iriam fugir). Mas existiam, sim, malas no local, no momento do cumprimento da prisão", disse o delegado ao G1. O corpo de Daiane está no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde será examinado. O laudo da necropsia que identifica a causa da morte deve sair em 10 dias.>
Síndico diz que cometeu crime sozinho>
O síndico Cléber Rosa de Oliveira afirmou que cometeu sozinho o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, e negou qualquer participação do filho, Maicon Douglas de Oliveira, no crime. A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), quando ele chegava à Central de Flagrantes Especializadas, em Goiânia. “Meu filho não tem nada a ver com isso”, disse o investigado à TV Anhanguera.>
Pai e filho estão presos temporariamente em Caldas Novas. Enquanto Cléber é investigado por homicídio e ocultação de cadáver, a Polícia Civil apura se Maicon ajudou o pai a esconder provas após o crime. Ambos foram presos na madrugada de ontem, no prédio onde moravam. As prisões temporárias têm duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.>
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Imagens de câmeras de segurança do elevador mostram a corretora descendo até a recepção e, depois, seguindo para o subsolo do edifício. De acordo com a polícia, Cléber teria utilizado as escadas para evitar ser filmado. O gravador das câmeras de segurança foi apreendido e passará por perícia para verificar se houve adulteração ou exclusão de imagens. Durante o período em que a corretora esteve desaparecida, vieram à tona diversos conflitos entre ela e o síndico, que incluíam brigas no condomínio e disputas judiciais. Segundo a família da vítima, são 12 processos envolvendo os dois.>