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Carol Neves
Publicado em 7 de agosto de 2025 às 07:57
O embate político em Brasília ganhou mais um capítulo envolvendo parlamentares da oposição e do governo. Desta vez, o centro da polêmica foi a presença da filha de quatro meses da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) durante a ocupação do plenário da Câmara dos Deputados, organizada por congressistas bolsonaristas. A situação motivou o deputado Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, a acionar o Conselho Tutelar. >
Em uma manifestação nas redes sociais, Reimont informou que formalizou uma denúncia ao Conselho Tutelar de Brasília. No documento, ele argumenta que a criança foi colocada em um ambiente instável e de tensão institucional, o que vai contra as normas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).>
Além disso, o parlamentar criticou a postura de Zanatta, afirmando que ela ocupou a mesa diretora da Câmara de forma “irregular e deliberadamente confrontacional”. O protesto, que se encerrou no final da noite de ontem, mobilizou parlamentares contrários ao governo nas dependências da Câmara e do Senado.>
Na última terça-feira, Zanatta já havia levado a filha para a Casa Legislativa. Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), ela apareceu sentada na cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhada de outras deputadas da oposição.>
Diante da repercussão, a deputada rebateu as críticas. Em uma nova postagem, acusou seus opositores de usarem a criança como pretexto para atacá-la. “Os que estão atacando minha bebê não estão preocupados com a integridade da criança (nenhum abortista jamais esteve). Eles querem é inviabilizar o exercício profissional de uma mulher, usando sim uma criança como escudo”, escreveu.>