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Dor de cabeça: neurologista lista os sinais de alerta e explica quando o sintoma exige procurar ajuda médica

Especialista explica a diferença entre crises crônicas e agudas, e alerta para o perigo da automedicação

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 24 de março de 2026 às 11:32

Febre de início súbito e dor de cabeça podem ser sintomas de meningite (Imagem: giggsy25 | Shutterstock)
Dor de cabeça: neurologista lista os sinais de alerta e explica quando o sintoma exige procurar ajuda médica Crédito: Imagem: giggsy25 | Shutterstock

A dor de cabeça, ou cefaleia, é um dos sintomas mais prevalentes do mundo. A OMS estima que 40% das pessoas terão, em algum momento da vida, a experiência de enfrentar o incômodo. No entanto, embora grande parte dos casos não represente gravidade e envolva doenças crônicas conhecidas, como a enxaqueca e a cefaleia tensional, saber diferenciar uma dor de cabeça comum de uma emergência médica é fundamental para evitar complicações graves.

De acordo com a neurologista do Hospital Orizonti, Josemary Sucupira, existem critérios claros que indicam a necessidade imediata de avaliação médica. “É preciso ficar atento à cefaleia com sinais de alarme. A dor de cabeça que vem subitamente, com grande intensidade, ou que venha associada a outros sintomas, como alteração visual, alteração da força, perda de sensibilidade, desequilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

Dentre os principais sinais de alerta que exigem uma visita imediata ao Pronto Atendimento estão as dores súbitas e de forte intensidade, que começam de forma explosiva, em questão de segundos, além dos quadros que pioram progressivamente a cada dia ou que surgem após algum trauma na cabeça.

O sintoma também é considerado de urgência se vier acompanhado de febre, rigidez na nuca, convulsões, desmaios ou confusão mental. Sinais neurológicos associados, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar e alterações visuais, como perda de visão ou visão dupla, também são indicativos de gravidade.

A neurologista ressalta que o surgimento de uma dor nova exige atenção redobrada e avaliação médica caso ocorra em pessoas com mais de 50 anos ou em pacientes oncológicos e imunossuprimidos. Pessoas que já sofrem com dores crônicas, como a enxaqueca, também precisam ficar atentas.

A ida ao hospital é recomendada quando o controle com a medicação em casa falha, quando há vômitos que impedem a ingestão dos comprimidos ou, principalmente, quando a característica da crise se altera. “O paciente que tem enxaqueca, mas sente que a dor de cabeça dele mudou, também deve buscar o pronto atendimento. É o que chamamos de mudança de padrão da dor”, destaca a coordenadora do Hospital Orizonti.

Os perigos da automedicação

Um dos grandes desafios no combate às cefaleias é o uso indiscriminado de remédios por conta própria. A coordenadora de neurologia do Hospital Orizonti alerta que o ideal é ter um diagnóstico prévio, feito por um médico especialista, para tratar as crises de forma direcionada. “Muitas pessoas que têm o costume de se automedicar com analgésicos simples. O uso inadequado de analgésicos sem orientação médica pode levar a outros problemas de saúde, como a cefaleia por abuso de analgésico”, adverte.

A médica reforça ainda que mascarar uma dor desconhecida pode trazer riscos. “Se é uma dor que a pessoa nunca teve, com grande intensidade, é melhor ir ao pronto atendimento do que se automedicar e de repente estar diante de um quadro que pode trazer complicações maiores, como sangramentos intracranianos. O uso de medicamentos deve ser sempre sob orientação médica, mesmo que seja um simples analgésico”, conclui a neurologista.