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Exame aponta relação sexual pouco antes da morte da PM Gisele

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, foi preso suspeito de feminicídio

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 20 de março de 2026 às 17:26

Gisele era casada com Geraldo
Gisele era casada com Geraldo Crédito: Reprodução

O laudo pericial realizado após a exumação do corpo da PM Gisele Alves Santana, 32, encontrada morta em seu apartamento em 18 de fevereiro, revelou a presença de espermatozoides no canal vaginal. Isso indica que a vítima pode ter tido relações sexuais pouco antes de morrer. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles. 

O resultado do laudo contraria a versão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele que está preso desde quarta-feira (18), suspeito de feminicídio. Durante as investigações, ele afirmou que o casal estava em crise e que não mantinha contato íntimo. 

O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude processual. A decisão pela preventiva foi tomada na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo.

Tenente-coronel foi preso em condomínio por TV Vanguarda

O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese inicial.

O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo.

A perícia também concluiu que a cena foi alterada, sendo montada pelo tenente-coronel. Isso porque havia sangue em ‘lugares errados’ e a posição dos pés não era compatível com a de casos de suicídio. As conclusões foram tiradas a partir do caminho que a bala fez para atingir a cabeça de Gisele e a profundidade de ferimentos no pescoço da soldado que indicaram uma imobilização da vítima antes da morte.