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Perla Ribeiro
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 15:11
A freira Nádia Gavanski, 82 anos, que foi morta no sábado passado (21), após um homem invadir o convento da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, localizado na cidade de Ivaí, no Paraná, também foi vítima de estupro. De acordo com informações da Polícia Civil, o laudo pericial apontou que, além da morte por asfixia, houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas. >
A idosa, que dedicou 55 anos a vida religiosa, foi encontrada por policiais militares caída ao chão, com as vestimentas parcialmente retiradas, sinais de agressão física e sem vida. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (27) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR). O suspeito é um homem de 33 anos, que não teve a identidade divulgada, foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.>
"As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes", disse o delegado Hugo Santos Fonseca ao G1 Paraná. O crime aconteceu por volta das 13h30 de sábado (21), após o homem pular o muro do convento. >
Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após o crime. O homem demonstrava nervosismo e tinha as roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Inicialmente, ele alegou que trabalhava no local e que teria encontrado a freira caída e desfalecida.>
Desconfiada, a testemunha registrou parte da interação e solicitou o apoio de outras pessoas que estavam no convento para acionar a ambulância e a polícia. Neste intervalo, o suspeito deixou o local. No entanto, a partir das filmagens feitas pela fotógrafa, a polícia conseguiu identificá-lo.>
O homem, que já possuía antecedentes criminais de roubo e furto, foi localizado pela polícia em sua casa e assumiu a autoria do crime. Em depoimento, ele disse que passou a madrugada usando crack e consumindo bebidas alcoólicas. Além disso, alegou que ouviu vozes que o ordenavam matar alguém, o que o levou a pular o muro do convento para cometer o crime.>
Ele disse ainda em depoimento à polícia que, ao encontrar a freira, foi questionado sobre sua presença no local e respondeu que trabalhava no convento. Após perceber que a religiosa estava desconfiada, o suspeito diz que a empurrou, ela caiu no chão e começou a gritar. Para evitar que atraísse a atenção de outras pessoas, ele contou ainda que colocou os dedos da mão direita dentro na boca da vítima, causando asfixia.>
Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que os ferimentos que a idosa apresentava na região possam ter sido provocados pela queda. Ao constatar que a religiosa não reagia, ele teria se afastado e informou a pessoas que estavam no convento que encontrou a religiosa caída. O homem negou ter praticado violência sexual contra a vítima e disse também que não tinha a intenção de roubar objetos do local.>
Em depoimento prestado à polícia, uma das irmãs do convento disse que a vítima costumava, depois do almoço, ir para o local onde foi atacada para alimentar galinhas. O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária.>