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Carol Neves
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 11:26
Uma explosão registrada na manhã desta sexta-feira (28) atingiu um condomínio no bairro do Stiep, em Salvador, após um vazamento de GLP. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), que seguem atuando no local. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas, mas não há registro de mortes. >
O incidente aconteceu por volta das 10h, no prédio na Rua Tibúrcio de Castro, no Vale dos Rios. Com a força da explosão, parte da estrutura da edificação cedeu, causando desabamento parcial e espalhando uma densa fumaça pela região.>
Explosão destrói parte de prédio
No momento da ocorrência, moradores ficaram presos dentro do prédio e precisaram ser retirados pelos bombeiros, que continuam no local em busca de vítimas. Durante a operação de resgate, três militares foram atingidos por destroços. Eles foram socorridos e encaminhados para hospitais. Não há detalhes sobre o estado de saúde dos feridos.>
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi mobilizado para a ocorrência, e várias ambulâncias participaram do atendimento às vítimas no local.>
Em entrevista à equipe da TV Bahia, um morador contou que os bombeiros chegaram a subir até o apartamento onde o vazamento teria sido identificado, no segundo andar do prédio. Segundo ele, a explosão aconteceu logo após a entrada dos militares no imóvel. "Estava com um cheiro muito forte de gás. Eles subiram, entraram no apartamento e, de repente, aconteceu a explosão", relatou.>
Chão desabou>
Uma moradora do apartamento 304 do condomínio relatou que sentiu cheiro forte de gás antes do incidente e afirmou que o síndico já havia acionado o Corpo de Bombeiros quando ocorreu a explosão.>
“O meu apartamento é o 304. A gente sentiu cedo o cheiro forte de gás e seu Zé Carlos, que é o síndico do prédio, acionou os bombeiros. Eles já estavam entrando, todos paramentados, quando a gente ouviu a explosão", contou ela para a TV Bahia. “A explosão foi no apartamento de baixo, do lado do meu. Foi tão forte que o chão do quarto da minha filha desabou. Quando eu vi isso, percebi que tinha risco de desabar o resto do prédio. Eu só peguei minha cachorrinha e elas três. Molhamos toalhas, colocamos no rosto e saímos pelo corredor.”>
A família se abrigou no apartamento de um vizinho enquanto aguardava resgate. “Entrou um pouco de fumaça no quarto. Usamos colchões e lençóis para isolar a porta e pedimos mais toalhas molhadas para conseguir respirar melhor. A intenção nunca foi pular. A gente estava esperando os bombeiros resolverem.” >