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Carol Neves
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 13:13
Uma moradora do apartamento 304 do condomínio atingido pela explosão no bairro do Stiep, em Salvador, relatou que sentiu cheiro forte de gás antes do incidente e afirmou que o síndico já havia acionado o Corpo de Bombeiros quando ocorreu a explosão. Ela contou que a explosão foi tão violenta que o chão do quarto de sua filha desabou na hora. O prédio de quatro andares faz parte de um conjunto com oito edifícios no Vale dos Rios.>
O incêndio começou depois da explosão de um botijão de gás em um apartamento que estava fechado - segundo os vizinhos, o morador estava viajando porque vive parte do tempo no interior do estado. >
“O meu apartamento é o 304. A gente sentiu cedo o cheiro forte de gás e seu Zé Carlos, que é o síndico do prédio, acionou os bombeiros. Eles já estavam entrando, todos paramentados, quando a gente ouviu a explosão", contou ela para a TV Bahia. “A explosão foi no apartamento de baixo, do lado do meu. Foi tão forte que o chão do quarto da minha filha desabou. Quando eu vi isso, percebi que tinha risco de desabar o resto do prédio. Eu só peguei minha cachorrinha e elas três. Molhamos toalhas, colocamos no rosto e saímos pelo corredor.”>
Explosão destrói parte de prédio
A família se abrigou no apartamento de um vizinho enquanto aguardava resgate. “Entrou um pouco de fumaça no quarto. Usamos colchões e lençóis para isolar a porta e pedimos mais toalhas molhadas para conseguir respirar melhor. A intenção nunca foi pular. A gente estava esperando os bombeiros resolverem.”>
A mãe da moradora, de 79 anos, precisou de atendimento médico. “Ela é hipertensa, nunca passou por isso. Ficou muito nervosa. Na hora, minha preocupação era só com ela. Mas parece que está tudo bem. A gente está vivo, o resto a gente vê depois.”>
Vizinho ajudou>
Um jovem identificado como Ives, morador de prédio da rua, se feriu ao tentar ajudar os presos nos andares superiores. “Eu estava dentro de casa. A população pediu toalha molhada e, como minha casa é bem do lado do prédio que estourou, eu molhei uma toalha e fui levar. Tinha muito vidro caindo. Quando subi a escada, ela cedeu um pouco, bateu no meu pé e cortou.”>
Ele recebeu atendimento no local. “O Samu fez o primeiro curativo. Está tranquilo", afirmou.
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Samu detalha número de vítimas e atendimentos>
O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ivan Paiva, informou que 12 vítimas foram contabilizadas inicialmente. Todas passaram por triagem para definição da gravidade e encaminhamento.>
“Essa informação ainda pode mudar, porque as vítimas são removidas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu. Mas, preliminarmente, foram 12 vítimas. Duas foram encaminhadas ao Hospital Municipal; uma ao Hospital Teresa de Lisieux; três ao Hospital Geral do Estado; e uma ao Hospital da Bahia.>
“As vítimas são leves a moderadas, com queimaduras superficiais, de primeiro grau, e casos de inalação de fumaça. A princípio, nenhuma vítima com maior gravidade.”
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O Samu mobilizou entre quatro e seis viaturas ao longo da ocorrência, mantendo equipes de prontidão para eventual necessidade adicional.>
Rachaduras e risco>
Após a explosão, foram identificadas rachaduras na estrutura do prédio. Segundo o comandante, a situação exige monitoramento constante.>
“A principal preocupação é que existem muitas rachaduras e precisamos avaliar com constância a possibilidade de colapso nessa estrutura. A princípio, elas estão estabilizadas, mas a dinâmica de um acidente como esse pode provocar movimentação.”>
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que fará a avaliação técnica detalhada assim que o incêndio for completamente debelado e concluído o trabalho de rescaldo.>
As causas do acidente ainda serão apuradas pela Polícia Civil, que deve instaurar inquérito para investigar as circunstâncias da explosão.>