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Homem fica três dias preso após ser confundido com foragido de mesmo nome: 'foram os piores dias da minha vida’

A defesa vai entrar na Justiça com um pedido de indenização de até R$ 70 mil contra o estado por danos morais.

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:46

Nome igual faz homem ser preso por engano:  condenado à esquerda e preso por engano à direita
Nome igual faz homem ser preso por engano: condenado à esquerda e preso por engano à direita Crédito: Reprodução

O paraibano José Wellington Alves de Lima passou três dias preso após ser confundido com um homem de mesmo nome condenado por roubo qualificado. A prisão ocorreu após a 14ª Vara Criminal da Comarca de Natal expedir um mandado de prisão com os dados de José Wellington, com os crimes cometidos pelo homônimo, que segue foragido e tem uma pena de mais de três anos para cumprir. As informações são do G1 Paraíba.

Funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), José Wellington não tinha passagens pela polícia e foi preso enquanto estava de plantão no trabalho, em Itabaiana, na Paraíba. O mandado de prisão que foi inserido no banco do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 20 de janeiro, usou o CPF do paraibano. A partir dos dados do documento, os policiais chegaram ao endereço para prender o José Wellington errado. A prisão ocorreu no dia 7 de fevereiro.

Após a abordagem e prisão pela Polícia Militar, ele foi levado pela Polícia Civil da região de Itabaiana. Chegando na delegacia, os policiais consultaram os documentos e constataram que os dados estavam de acordo com as informações do mandado de prisão. Depois de ser preso, ele passou por audiência de custódia na 1ª Vara Regional das Garantias da capital, em João Pessoa, mas a Justiça da Paraíba manteve a prisão.

O juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos alegou "ausência de elementos mínimos comprobatórios para fundamentar a alegação" de que o preso não seria a pessoa que foi condenada. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) também participou da audiência. Com o pedido de soltura recusado na audiência de custódia, a defesa José Wellington deu entrada em uma petição, no dia 9 de fevereiro, junto à Justiça do Rio Grande do Norte para tentar reverter a prisão.

Paralelo a isso, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu um parecer reconhecendo a troca dos dados dos homônimos no processo e pediu para que ele fosse solto, além de corrigir os dados arquivados para que novos mandados não sejam expedidos de forma errada. No mesmo 9 de fevereiro, um alvará de soltura foi expedido e José Wellington saiu da cadeia.

“Foram os piores dias da minha vida. A pessoa dorme e acorda e o tempo não passa. Olha para o lado, olha para o outro e não tem o que fazer. São três passos para frente e três passos para trás. Só isso", ressaltou. A defesa do paraibano entende que o fato dele ter ficado um período preso precisa ser ressarcido de alguma forma. A defesa vai entrar na Justiça com um pedido de indenização de até R$ 70 mil contra o estado do Rio Grande do Norte por danos morais.

Um vídeo mostra o momento em que José Wellington sai da Cadeia Pública de Itabaiana e é ovacionado pelos amigos. Ele foi transferido para o local após passar por audiência de custódia, em João Pessoa. Em entrevista à TV Cabo Branco, José Wellington disse que, no período em que ficou preso, ele só pensava na família e nos dois trabalhos. Além de ser funcionário do Samu, ele possui um lava-jato próprio.

"Só pensava na minha família, nos meus filhos, em como eu vou pagar por uma pena, por um crime que não cometi. Pensava também como que iria ficar minha vida, meu trabalho. Eu trabalho como vigilante no Samu e também tenho um lava-jato. Como iria ficar? Como iria ficar minha casa? Quem iria fazer as coisas?", disse.