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Homem que matou ex-esposa com 72 facadas é preso no exterior 30 anos após crime

Condenado a mais de 20 anos, ele nunca cumpriu a pena e chegou a entrar na lista da Interpol

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 17 de abril de 2026 às 07:42

Marcos Panissa matou a ex-esposa Fernanda Estruzani em 1989
Marcos Panissa matou a ex-esposa Fernanda Estruzani em 1989 Crédito: Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai

Condenado pelo assassinato brutal da ex-esposa com 72 facadas, Marcos Panissa foi preso nesta quarta-feira (15) em San Lorenzo, no Paraguai, encerrando uma fuga que durava cerca de três décadas. O crime aconteceu em 1989, em Londrina, no norte do Paraná, e teve ampla repercussão à época.

Considerado foragido desde 1995, ele chegou a integrar a lista de difusão vermelha da Interpol. Após a captura, Panissa foi entregue às autoridades brasileiras ainda na noite de quarta-feira, na região da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. Segundo a TV Globo, o condenado vinha sendo acompanhado por equipes de inteligência, o que possibilitou a localização e prisão no país vizinho.

Marcos Panissa matou a ex-esposa Fernanda Estruzani em 1989 por Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai

O assassinato ocorreu no dia 6 de agosto de 1989. Na época, Marcos tinha 23 anos e a vítima, Fernanda Estruzani Panissa, 21. Ele confessou o crime e afirmou que agiu por ciúmes, por não aceitar o início de um novo relacionamento da ex-companheira. O advogado Antônio Carlos Andrade Viana, responsável pela defesa, afirmou que irá analisar os aspectos legais da prisão e buscar a revisão da pena.

"Não é que ele esteja pleiteando a absolvição. Ele confessou o crime, perdeu a cabeça, fez um crime pavoroso que chocou a família e a sociedade, mas nem por isso nós devemos sair da legalidade desse assunto", disse. A trajetória judicial do caso foi marcada por idas e vindas.

 Em 1991, Panissa foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. A defesa recorreu e conseguiu a realização de um novo júri — possibilidade existente à época para penas superiores a 20 anos, mecanismo posteriormente extinto em 2008. No segundo julgamento, ele recebeu pena de nove anos, mas o Ministério Público contestou a decisão.

O júri foi anulado sob a justificativa de irregularidades na formação do conselho de sentença e incompatibilidade com as provas apresentadas. Enquanto o processo seguia, o réu aguardava em liberdade. Em 1995, quando deveria comparecer a um terceiro julgamento, não foi localizado. A ausência levou à decretação da prisão preventiva, e ele passou a ser considerado foragido.

Já em 2008, com mudanças na legislação que permitiram julgamentos mesmo sem a presença do acusado, o caso voltou ao Tribunal do Júri. Na ocasião, Panissa foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão. Apesar da decisão, a pena nunca começou a ser cumprida, já que ele não havia sido encontrado até então.

Tags:

Feminicídio Marcos Panissa Fernanda Estruzani 1989