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Igreja Católica exige castidade para padres homossexuais

CNBB diz que regra é válida para qualquer orientação sexual

  • D
  • Da Redação

Publicado em 2 de maio de 2009 às 15:43

 - Atualizado há 3 anos

O vice-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Luís Soares Vieira, disse na sexta-feira (1º) no encerramento do 47ª Assembleia Geral da entidade, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, que homossexuais podem ser padres desde que sejam celibatários. “Eles [homossexuais] são pessoas humanas. Têm essa constituição e devem ser tratados como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem que viver a castidade”, disse o bispo, ao ser questionado sobre a posição da entidade sobre o tema. Cerca de 330 bispos participaram do encontro de dez dias da CNBB. O tema central foi o documento sobre as novas diretrizes dos padres brasileiros, aprovado por unanimidade, que reforçou a prática do celibato.O tema da homossexualidade chegou a ser debatido para entrar nas diretrizes, mas o termo “homossexualismo” foi excluído do conteúdo final do documento Diretrizes para a formação dos presbíteros, elaborado durante o encontro. Otexto será encaminhado para a aprovação do papa Bento XVI e poderá sofrer alterações. A direção da CNBB determinou que seu conteúdo seja mantido em sigilo até que seja aprovado pelo papa. Após o encontro, o vice-presidente da CNBB defendeu o celibato ao afirmar que essa condição “não é uma lei divina”, e sim disciplinar. “Nós temos na Igreja Católica Apostólica Romana alguns ritos em que padres se casam. No rito latino, que é o nosso, quem quiser ser presbítero tem que fazer a opção pela vida celibatária. Tem pessoas que não foram feitas para isso. Isso é um dom de Deus”, domLuís. Os bispos discutiram ainda a participação de casais em segunda união nas paróquias, mas mantiveram a posição de que eles não podem comungar, já que o divórcio é consideradouma“ irregularidade”, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Novos temposOs bispos elaboraram um documento, durante a assembleia, sobre a necessidade de formação e iniciação cristã, já que a religião, atualmente, é muito maisumaquestão de opção do que de cultura ou educação familiar. “Hoje a pessoa escolhe a religião.Então,temos de entender essa mudança de tempo, derealidade,emostraraos nossos católicos que eles têm de fazer uma opção pela nossa igreja, uma opção consciente, saber qual é o fundamento”, disse o vice-presidente da CNBB. No ano que vem, a CNBB realizará seu encontro em Brasília, onde também será realizado o 16º Congresso Eucarístico Nacional. A partir de 2011, a assembleia dos bispos será realizada no Santuário de Aparecida, em São Paulo, já que a Casa de Retiros Vila Kostka,em Itaici, já não comporta mais a reunião episcopal. “O problema de Itaici é o tamanho da assembleia. Quando começamos aqui, nossa assembleia não tinha 200 bispos. Hoje são mais de 300. E as acomodações aqui não estão mais correspondendo. Alguns bispos têm de ir para os hotéis, então a coisa se tornou precária”, justificou dom Luís.Reforma tributária é alvo de críticas O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, afirmou ontemque a reforma tributária, como está proposta atualmente, não é “simpática” aos olhos do episcopado. A declaração foi dada após encerramento da 47ª Assembleia Geral da CNBB.“No ano passado, nós emitimos uma nota manifestando a preocupação, porque havia a pretensão, além de coisas boas como acabar com a guerra fiscal e unificar um pouco a tributação, de desvincular os recursos do Orçamento que, pela Constituição atual, são reservados para a seguridade social. Isso significaria que a parcela do Orçamento que seria dedicada à seguridade social ficaria a critério de cada gestor, em cada governo. E isso, para nós, é muito preocupante, porque a questão da seguridade deveria ser realmente garantida, e não ficar ao livre arbítrio de quemestá no governo”, afirmou dom Dimas. Sobre a reforma política, o bispo reforçou a importância da atuação da sociedade, como na campanha “Ficha Limpa”, que temo objetivo de dar transparência à vida pregressa dos candidatos. “Quem foi condenado em primeira instância por crimes graves deveria ficar inelegível até que demonstrasse sua inocência”, afirmou dom Dimas.(Notícia publicada na edição impressa de 02/05/2009 do CORREIO)