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Jovem de 22 anos morre depois de cirurgia em clínica de estética

Marido contou que ela fez uma hidrolipo em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro

  • D
  • Da Redação

Publicado em 13 de novembro de 2009 às 00:44

 - Atualizado há 2 anos

Uma jovem de 22 anos morreu depois de fazer um procedimento chamado hidrolipo (tipo de lipoaspiração) em uma clínica de estética em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O local foi interditado nesta quinta-feira (12) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A jovem morreu na quarta (11). A Anvisa e a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foram chamadas até a clínica onde foi realizada a cirurgia depois de receberem a denúncia da morte feita pela família da vítima.

Segundo o delegado Ricardo Barbosa, da DH Baixada, Natália Anne de Souza passou mal depois da operação e foi transferida para uma outra clínica, onde ficou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e morreu. A causa da morte só será conhecida após o laudo do Instituto Médico-Legal.

A clínica foi interditada depois que a Anvisa constatou que no local havia medicamento sem validade, e material sem a esterilização devida. A clínica também não tinha autorização para fazer o tipo de procedimento que fez em Natália, bem como o médico que realizou a cirurgia - ele será intimado a apresentar documentação.

O companheiro de Anne, Alex Serva, contou como foi toda a situação que terminou com um fim trágico: “Ela fez todos os exames que eles pediram, nas clínicas que eles indicaram. Isso foi em outubro”. Alex contou que ele e parentes e amigos de Natália não queriam que ela fizesse a operação, porque ela não precisava. Natalia, segundo o marido, tinha 53 kg e 1,52 m. Os dois estavam juntos há quase três meses. Segundo ele, a jovem ganhou alguns quilos desde que haviam se conhecido, mas nada que justificasse a hidrolipo.

Natália tinha uma loja e um salão de beleza em Belford Roxo. Ele trabalha com contabilidade e ajudava a companheira a legalizar o salão.

Complicação Alex contou que levou a mulher até a clínica, que fica em Nova Iguaçu, também na Baixada. Ele foi informado pelos médicos de que o procedimento demoraria em torno de uma hora e meia.

“Quando cheguei lá já tava terminando, o médico falou ‘tá tudo bem, ela só vai se vestir e vai pra sala pra você falar com ela’. Só isso eles me falaram. Imaginei ‘botar a cinta? Demora uns dez, 15 min’. Mas foi passando o tempo, passou uma hora, uma hora e meia. Quando eu levantei estava vindo uma maca da ambulância. O médico veio nervoso falar comigo, ‘deu uma complicação na hora de botar a roupa ela passou mal, teve insuficiência respiratória’, contou Alex.

Natália foi levada para uma outra clínica, também em Nova Iguaçu, e foi direto para a UTI da unidade. “Eles estavam fazendo massagem cardíaca, mas já tava sem pulsação há muito tempo”, disse o companheiro da vítima, completando: “Depois fiquei olhando pela fresta, só vi o momento que o médico balançou a cabeça e disse 'não tem mais jeito'. Eles tentaram por 50 minutos.”

Segundo o marido, no atestado de óbito não foi informada a hora da morte. Ele disse ainda que a causa da morte teria sido insuficiência respiratória.

O casal não tinha filhos. Eles moravam em Belford Roxo, numa casa comprada há quatro meses, com financiamento da Caixa Econômica Federal. “Era o sonho dela”, segundo Alex, que completou que a jovem era “um pouquinho vaidosa”, mas tinha uma cisma com a “barriguinha”. Natália pagou a cirurgia em três vezes de R$ 1 mil, pagos com uma entrada à vista e dois cheques para os dias 15 de novembro e 15 de dezembro.

Natália foi enterrada nesta quinta-feira no cemitério da Solidão, em Belford Roxo.

(Com informações do G1)