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Mãe diz que filha de 11 anos foi vítima de abuso sexual após ser aliciada através do Roblox

Violência só foi descoberta quando os pais tiveram acesso ao celular da criança

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 13:25

IFBA oferta 1.000 vagas em processo seletivo para curso preparatório do PartiuIF; inscrições começam hoje (9).
IFBA oferta 1.000 vagas em processo seletivo para curso preparatório do PartiuIF; inscrições começam hoje (9). Crédito: Reprodução

A mãe de uma menina de 11 anos denunciou que a filha foi vítima de abuso sexual após ser aliciada por meio da plataforma de jogos Roblox. De acordo com ela, o crime ocorreu depois que a criança passou a conversar com um desconhecido dentro do jogo. Depois de um tempo, as conversas migraram para outros aplicativos de mensagens. A violência só foi descoberta quando os pais tiveram acesso ao celular da criança. No aparelho, encontraram vídeos pornográficos enviados pelo agressor. A denúncia foi feita no programa Fantástico, da TV Globo.

"Quando abri o celular, vi vídeos pornográficos. Ela começou a chorar, ficou desesperada”, contou a mãe, em entrevista ao Fantástico. Ao se deparar com as mensagens, a mãe ficou desesperada. "Me deu um desespero como mãe. Foi um estupro de vulnerável de uma forma realmente online".

Antes de saber o que estava ocorrendo, a mãe já havia percebido uma mudança no comportamento da menina. “Ela sempre foi muito amorosa. De repente, começou a ficar diferente, mais quieta, com olheiras. Eu achei estranho”, relatou. Ao ser questionada pela mãe, a menina contou que vinha sendo ameaçada. O suspeito dizia que sabia onde ela morava e fazia ameaças dizendo que ia sequestrá-la, que ia matá-la e até matar os pais dela.

Além de amedrontar a criança com ameaças, o agressor também ensinava a menina a burlar sistemas de controle parental, orientando-a a esconder conversas e atividades no celular. "Isso foi o que mais eu assustei. Quando eu fui lendo a conversa, ele mesmo falava: 'você entra aqui, você entra ali e eles vão fazer assim'. 'Os teus pais não vão ver que você está jogando ou conversando'". Mesmo após bloquear o agressor, a menina voltou a ser procurada dentro da plataforma. “Ele dizia que, se ela não desbloqueasse, seria pior”, contou a mãe. O caso é investigado pelo Núcleo de Combate aos Crimes na Internet do Paraná.

Considerado um dos ambientes virtuais mais populares entre crianças e adolescentes, o Roblox — plataforma com milhares de jogos criados pelos próprios usuários — tem sido alvo crescente de denúncias e investigações no Brasil. Autoridades apontam que, por trás do visual lúdico e da promessa de diversão, o espaço abriga riscos sérios: conteúdos inadequados, dificuldades de monitoramento e, principalmente, um cenário fértil para a atuação de aliciadores de menores.

"O agressor não tem pressa. Eles conseguem ganhar a confiança da vítima e há essa interação de Troca de fotos íntimas, a vítima fica totalmente na mão do agressor”, explicou a delegada. No início do ano, o Roblox implementou verificação facial para tentar identificar a idade dos jogadores e restringir o chat para crianças — o que gerou protestos dentro da própria plataforma.

Empresa responsável pela plataforma Roblox diz que não permite que os usuários compartilhem imagens ou vídeos no chat e que a comunicação no Roblox não é criptografada para que a empresa possa monitorá-la. Também afirmou que proíbe conteúdo inadequado ou que promove atividades ilegais como glorificação de drogas, gangues ou a recriação de eventos sensíveis do mundo real, como tiroteios em escolas. Além disso, disse que trabalha para detectar e remover esse tipo de conteúdo, incluindo o uso de verificações humanas e automatizadas. A empresa fala ainda que fornece ferramentas de denúncia fáceis de usar.