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O que se sabe sobre o caso da professora de Direito morta a facadas por aluno em faculdade

Juliana Santiago, de 41 anos, foi atacada dentro da sala de aula; crime é investigado como feminicídio

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 09:32

Juliana Santiago foi morta por João Júnior
João Cândido foi preso em flagrante pelo assassinato de Juliana Santiago Crédito: Reprodução

A professora de Direito Juliana Mattos de Lima Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho, em Porto Velho. O crime é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Juliana chegou a ser socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.

Juliana Santiago por Reprodução

Como o crime aconteceu?

Segundo testemunhas e informações da polícia, o ataque ocorreu após o término da aula. O aluno do 5º período de Direito, identificado como João Cândido da Costa Junior, aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele a atacou com uma faca.

A vítima foi atingida na região do tórax e também sofreu ferimentos no braço, compatíveis com lesões de defesa. De acordo com os investigadores, há indícios de que o crime tenha sido premeditado, já que o suspeito esperou o isolamento da professora para agir.

O que aconteceu após o ataque?

Após o crime, o aluno tentou fugir do local, mas foi contido ainda no campus por outro estudante, que é policial militar. Imagens gravadas por pessoas que estavam na instituição mostram o momento em que o suspeito é rendido logo após o crime. João Cândido foi levado inicialmente a uma unidade de saúde e, posteriormente, encaminhado à delegacia.

Juliana chegou a ser socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.

Estudante relembrou momentos com a professora por Reprodução/ Redes sociais

O suspeito foi preso?

Sim. O aluno foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia neste sábado (7). A Justiça decidiu converter a prisão em preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto as investigações seguem em andamento.

O que o suspeito disse à polícia?

Em depoimento, o suspeito confessou o crime e alegou ter mantido um relacionamento com a professora por cerca de três meses. Segundo ele, o ataque teria sido motivado por vingança, após descobrir que Juliana teria retomado o relacionamento com o ex-marido ou com um antigo parceiro, informação que ele afirma ter visto em redes sociais.

Essa versão não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades policiais.

O aluno também afirmou que a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora no dia anterior, dentro de uma vasilha com um doce de amendoim. A informação está sob apuração e ainda não foi confirmada pela investigação.

Qual foi o posicionamento da faculdade?

O Centro Universitário Aparício Carvalho divulgou uma nota de pesar, manifestando solidariedade à família e repudiando o crime. A instituição suspendeu as aulas por três dias em sinal de luto.

Outras instituições de ensino e entidades jurídicas também se manifestaram publicamente lamentando a morte da professora e condenando o episódio de violência.

Como foi o traslado do corpo e as homenagens?

O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal na tarde de sábado (7) e transladado para Salvador, na Bahia, onde a professora será velada e sepultada. Até o momento, a família não divulgou detalhes sobre o horário e o local do velório.

Em Porto Velho, alunos, colegas e amigos realizaram uma missa em homenagem à professora na noite de sábado.

Quem era Juliana Santiago?

Juliana Santiago tinha 41 anos. Era advogada, escrivã da Polícia Civil e professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho.

Alunos descrevem Juliana como uma profissional dedicada, acolhedora e entusiasmada com o ensino. Ela era conhecida por buscar métodos inovadores em sala de aula, como quizzes, seminários criativos e atividades interativas para estimular a participação dos estudantes.

Pouco antes do crime, a professora havia prometido à turma que sua disciplina seria a melhor da semana. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates aos alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores, estava João, autor do crime.

Estudantes também destacaram a fé da professora e a forma como ela incentivava e motivava os alunos, deixando uma forte marca na comunidade acadêmica.

Tags:

Crime Assassinada Feminicídio Professora Juliana Santiago João Júnior