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Giuliana Mancini
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 09:32
A professora de Direito Juliana Mattos de Lima Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho, em Porto Velho. O crime é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. >
Juliana chegou a ser socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.>
Professora é morta por aluno em faculdade
Segundo testemunhas e informações da polícia, o ataque ocorreu após o término da aula. O aluno do 5º período de Direito, identificado como João Cândido da Costa Junior, aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele a atacou com uma faca.>
A vítima foi atingida na região do tórax e também sofreu ferimentos no braço, compatíveis com lesões de defesa. De acordo com os investigadores, há indícios de que o crime tenha sido premeditado, já que o suspeito esperou o isolamento da professora para agir.>
Após o crime, o aluno tentou fugir do local, mas foi contido ainda no campus por outro estudante, que é policial militar. Imagens gravadas por pessoas que estavam na instituição mostram o momento em que o suspeito é rendido logo após o crime. João Cândido foi levado inicialmente a uma unidade de saúde e, posteriormente, encaminhado à delegacia.>
Juliana chegou a ser socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.
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Estudante relembrou momentos com a professora
Sim. O aluno foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia neste sábado (7). A Justiça decidiu converter a prisão em preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto as investigações seguem em andamento.>
Em depoimento, o suspeito confessou o crime e alegou ter mantido um relacionamento com a professora por cerca de três meses. Segundo ele, o ataque teria sido motivado por vingança, após descobrir que Juliana teria retomado o relacionamento com o ex-marido ou com um antigo parceiro, informação que ele afirma ter visto em redes sociais.>
Essa versão não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades policiais.>
O aluno também afirmou que a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora no dia anterior, dentro de uma vasilha com um doce de amendoim. A informação está sob apuração e ainda não foi confirmada pela investigação.>
O Centro Universitário Aparício Carvalho divulgou uma nota de pesar, manifestando solidariedade à família e repudiando o crime. A instituição suspendeu as aulas por três dias em sinal de luto.>
Outras instituições de ensino e entidades jurídicas também se manifestaram publicamente lamentando a morte da professora e condenando o episódio de violência.>
O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal na tarde de sábado (7) e transladado para Salvador, na Bahia, onde a professora será velada e sepultada. Até o momento, a família não divulgou detalhes sobre o horário e o local do velório.>
Em Porto Velho, alunos, colegas e amigos realizaram uma missa em homenagem à professora na noite de sábado.>
Juliana Santiago tinha 41 anos. Era advogada, escrivã da Polícia Civil e professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho.>
Alunos descrevem Juliana como uma profissional dedicada, acolhedora e entusiasmada com o ensino. Ela era conhecida por buscar métodos inovadores em sala de aula, como quizzes, seminários criativos e atividades interativas para estimular a participação dos estudantes.>
Pouco antes do crime, a professora havia prometido à turma que sua disciplina seria a melhor da semana. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates aos alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores, estava João, autor do crime.>
Estudantes também destacaram a fé da professora e a forma como ela incentivava e motivava os alunos, deixando uma forte marca na comunidade acadêmica.>