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Vídeo mostra aluno imobilizado após matar professora de Direito em faculdade

Estudante foi preso em flagrante nesta sexta (6)

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Elaine Sanoli

  • Carol Neves

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 14:35

Juliana Santiago foi morta por João Júnior
Juliana Santiago foi morta por João Júnior Crédito: Reprodução

O estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (6) após esfaquear a professora de Direito Juliana Santiago, de 41 anos. O crime ocorreu dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho (RO). Ele confessou o crime à polícia.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, João aparece deitado no chão, sendo contido e imobilizado por estudantes. Em depoimento, ele relatou que os dois estavam sozinhos em uma sala, conversando após o fim das aulas, quando teria sido tomado por um forte acesso de raiva e atacado a professora com golpes de faca, segundo apurado pelo portal G1.

Juliana Santiago por Reprodução

O estudante contou ainda que manteve um relacionamento amoroso com a docente por cerca de três meses e que passou a se sentir “emocionalmente abalado” ao perceber o distanciamento da vítima. Segundo ele, a situação se agravou ao descobrir que Juliana pretendia retomar o relacionamento com o ex-marido.

Em outro vídeo, é possível ver rastros de sangue em uma das salas da instituição. A professora foi atingida por facadas na região do tórax. A faca utilizada no ataque foi encontrada no local e recolhida pelos policiais.

Após o crime, o estudante tentou deixar o prédio, mas foi perseguido e imobilizado por um aluno que também é policial militar. Ele afirmou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras quebrando em uma sala próxima e, ao verificar o que ocorria, encontrou a professora ferida e o suspeito tentando fugir. O policial conseguiu contê-lo até a chegada da polícia.

Juliana aparece viva nas imagens, sendo carregada por alunos. Ela foi socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.

Juliana Mattos de Lima Santiago lecionava Direito Penal na faculdade e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia. A corporação divulgou uma nota de pesar. “A Polícia Civil de Rondônia manifesta profundo pesar pelo falecimento da escrivã de polícia Juliana Mattos de Lima Santiago, também professora de Direito Penal. Profissional dedicada, construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a segurança pública, com a Justiça e com a formação de novos profissionais. Neste momento de dor, a instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho”, diz o texto.