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Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 11:39
A morte da professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, dentro de uma faculdade particular em Porto Velho (RO), segue sendo investigada após a prisão em flagrante do aluno João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, que confessou o crime. >
Em depoimento, segundo o portal G1, o estudante afirmou que manteve um relacionamento amoroso com a docente por cerca de três meses e que passou a se sentir “emocionalmente abalado” ao perceber o distanciamento da vítima. Segundo ele, a situação se agravou quando descobriu que Juliana pretendia retomar o relacionamento com o ex-marido.>
O suspeito contou ainda que decidiu esperar o fim das aulas para conversar com a professora em uma sala vazia da instituição. Durante a conversa, segundo sua versão, teria sido tomado por forte raiva e a atacou com golpes de faca.>
Professora é morta por aluno em faculdade
De acordo com o registro policial, Juliana foi atingida na região do tórax, sofreu perfurações na altura dos seios e também um corte profundo no braço direito. A faca usada no ataque foi encontrada na sala e recolhida pelos policiais.>
Arma do crime foi dada pela própria vítima>
O próprio autor relatou que o objeto utilizado no crime havia sido entregue pela professora dias antes, junto com um doce colocado em uma vasilha que ela levou par aele.>
Após o ataque, o estudante tentou deixar o prédio, mas foi perseguido e imobilizado por um aluno que também é policial militar. Ele afirmou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras quebrando em uma sala próxima e, ao verificar o que ocorria, viu a professora ferida e o suspeito tentando fugir, momento em que conseguiu contê-lo até a chegada da polícia.>
Vídeos mostram a confusão com alunos passando correndo enquanto o agressor é mantido imobilizado. Inicialmente, as pessoas acreditam que a professora foi apenas agredida, mas logo percebem que ela foi esfaqueada e está sangrando. Juliana aparece viva nas imagens. Ela ainda foi socorrida por pessoas que estavam na faculdade e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.>
Durante a perícia, policiais também apreenderam mochila, relógio e outros pertences do suspeito deixados na sala, além de materiais pessoais e de estudo que agora fazem parte da investigação.>
Para a Polícia Militar, a forma como o crime ocorreu aponta sinais de planejamento prévio. Já a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e analisa celulares e depoimentos de testemunhas para esclarecer completamente a dinâmica do ataque. A defesa do suspeito não se pronunciou até o momento.>
Crime>
A professora de Direito Juliana Santiago, de 41 anos, morreu na noite desta sexta-feira (6) após ser esfaqueada por um estudante dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho (RO). A faculdade informou que o suspeito do ataque, identificado como João Júnior de Oliveira, de 24 anos, é aluno da própria instituição.>
Registros feitos por pessoas que estavam no campus mostram o momento em que o agressor é imobilizado por pessoas presentes no local. Em seguida, ele foi detido em flagrante e encaminhado para a central de polícia.>
A professora ainda foi vista com vida após o ataque, cercada por estudantes que tentavam ajudá-la. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.
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Juliana Mattos de Lima Santiago dava aula de Direito Penal na faculdade. Além disso, ela também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia. A corporação divulgou nota de pesar. "A Polícia Civil de Rondônia manifesta profundo pesar pelo falecimento da Escrivã de Polícia Juliana Mattos de Lima Santiago, também professora de Direito Penal. Profissional dedicada, construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a segurança pública, com a Justiça e com a formação de novos profissionais. Neste momento de dor, a instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho", diz o texto. >
O deputado federal Maurício Carvalho (União-RO) também lamentou a morte. "Que a memória dela seja respeitada. Que a dor se transforme em justiça. E que nenhuma professora, nenhum educador, nenhuma policial precise nunca mais sair de casa para trabalhar sem voltar", escreveu em uma rede social.>