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Elaine Sanoli
Carol Neves
Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 18:46
Preso em flagrante após esfaquear a professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24, confessou ter utilizado uma faca que, segundo ele, teria sido entregue pela própria docente dias antes do crime. O ataque ocorreu na noite desta sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição localizada em Porto Velho (RO). >
Em depoimento, João relatou que os dois estavam sozinhos em uma sala, conversando após o fim das aulas, quando ele teria sido tomado por um forte acesso de raiva e atacado a professora com golpes de faca, conforme apurado pelo portal G1.>
Professora é morta por aluno em faculdade
O estudante afirmou ainda que a arma utilizada no crime havia sido entregue a ele pela própria professora dias antes do homicídio, junto com um doce colocado em uma vasilha que ela teria levado para ele.>
Juliana foi atingida por facadas na região do tórax, com perfurações na altura dos seios, além de um corte profundo no braço direito. A faca utilizada no ataque foi encontrada no local e recolhida pelos policiais.>
Ele contou também que manteve um relacionamento amoroso com a docente por cerca de três meses e que passou a se sentir “emocionalmente abalado” ao perceber o distanciamento da vítima. Segundo o suspeito, a situação se agravou ao descobrir que Juliana pretendia retomar o relacionamento com o ex-marido.>
Após o ataque, João tentou fugir, mas foi contido por outro estudante, que também é policial militar. O PM relatou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras quebrando em uma sala próxima e, ao verificar o que ocorria, encontrou a professora ferida e o suspeito tentando escapar. O agressor foi imobilizado até a chegada da polícia, que efetuou a prisão em flagrante.>
A professora chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e analisa celulares, além de ouvir testemunhas, para esclarecer completamente a dinâmica do crime.>