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Manobrista era responsável por limpeza de piscina onde mulher morreu

No dia do fato, ele fez uma mistura de cloro com substância ainda não identificada, que causou reação

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 13:48

Academia C4 Gym
Academia C4 Gym Crédito: Reprodução

A investigação sobre a intoxicação ocorrida na academia C4 Gym, em São Paulo (SP), aponta que o funcionário responsável pela limpeza da piscina era o manobrista do local. Foi  ele quem preparou a mistura química utilizada na água antes do acidente. O caso resultou na morte da professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, e deixou outras pessoas hospitalizadas.

A informação foi confirmada para a polícia pelo gerente do estabelecimento. O funcionário, cujo nome não foi divulgado, realizava o preparo dos produtos usados na higienização da piscina. No dia do ocorrido, ele misturou cloro com outro produto ainda não identificado dentro de um balde e deixou o recipiente próximo à piscina enquanto aguardava o término da aula de natação para aplicar a solução, já que a água estava turva devido ao uso intenso.

Pessoas foram hospitalizadas

No local, havia nove pessoas, entre alunos e o professor da atividade. Pouco depois, uma reação química teria provocado a liberação de gases, causando mal-estar e asfixia entre os frequentadores.

O delegado relatou que o plano era realizar a limpeza somente após a saída dos alunos, mas os gases começaram a se espalhar antes disso.

Cinco pessoas passaram mal. Um adolescente de 14 anos segue internado em estado grave, com auxílio de aparelhos para respirar, assim como o marido da professora. Outras duas vítimas foram atendidas e liberadas.

A polícia trabalha com a hipótese de negligência e aguarda resultados de perícias para definir possíveis responsabilizações criminais dos responsáveis pelo estabelecimento.

Durante a fiscalização, foi constatado ainda que a academia funcionava sem alvará. Investigadores apontaram também irregularidades na estrutura elétrica e no armazenamento dos produtos químicos usados na limpeza.

O estabelecimento foi interditado pela prefeitura. Conforme o auto de interdição, a academia estava "em estado precário de segurança, importando grave ameaça à integridade física de seus ocupantes e vizinhos."

Em nota, a direção da C4 Gym afirmou que lamenta o ocorrido e declarou que prestou atendimento imediato às vítimas, além de colaborar com as autoridades. Segundo o comunicado, o estabelecimento mantém contato com os envolvidos para oferecer suporte e "Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário."