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Moraes manda defesa de baiana que pichou 'Perdeu, mané' em estátua da Justiça explicar falhas na tornozeleira

Cabeleireira condenada por atos do 8 de Janeiro cumpre prisão domiciliar

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 1 de maio de 2026 às 15:16

Débora do Batom escreveu 'Perdeu, Mané' em estátua
Débora do Batom escreveu 'Perdeu, Mané' em estátua Crédito: Reprodução

A defesa da baiana Débora Rodrigues tem até esta sexta-feira (1º) para justificar as falhas registradas no monitoramento eletrônico da condenada por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. A cabeleireira ficou famosa nacionalmente após pichar “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, em Brasília.

O prazo de 48 horas para manifestação dos advogados foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (29)

Segundo as informações do sistema de monitoramento, a tornozeleira eletrônica de Débora teria registrado períodos de desligamento entre os dias 20 e 26 de abril. A falta de emissão de sinal motivou a notificação oficial expedida pelo gabinete do ministro, de acordo com o site Poder360. 

Débora do Batom com os filhos por Reprodução

Condenada a 14 anos de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, Débora é natural de Irecê, no centro norte baiano. Ela é mãe de dois filhos e era moradora de Paulínia, a 117 quilômetros de São Paulo. Durante o processo, a mulher contou que pagou R$ 50 em passagens de ônibus para Brasília. 

Ela alega que não entrou em nenhum dos prédios no dia 8 de janeiro, disse que ficou somente na praça dos Três Poderes. Débora afirmou que saiu do local assim que os policiais chegaram.

Ela é uma das pessoas que, assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ser beneficiadas com o PL da Dosimetria. Na quinta-feira (30), o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz as penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O texto ainda precisa ser promulgado.