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Carol Neves
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12:38
O motorista de aplicativo Guilherme Nunes da Silva, de 34 anos, foi preso após ser acusado de estuprar uma adolescente de 17 anos durante uma corrida na manhã de domingo (8), em Ceilândia, no Distrito Federal. O suspeito passou por audiência de custódia no mesmo dia, e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. >
Segundo relato da família, a adolescente estava na casa de uma amiga e pediu um carro pelo aplicativo para voltar para casa. A corrida foi compartilhada com outras duas jovens, que desembarcaram antes do destino final.>
Após a saída das amigas, o motorista teria trancado as portas do veículo e alterado o destino da corrida. Conforme a família, o homem afirmou que a jovem só seria levada para casa depois que ele “fizesse o que tinha que fazer”.>
Motorista foi preso por estupro
Na sequência, o suspeito levou a adolescente até uma área de mata, onde ocorreu o crime. Durante o trajeto, a jovem tentou avisar a mãe por mensagem, mas não conseguiu enviar o pedido de ajuda porque estava sem sinal no celular. Mais tarde, uma mensagem enviada pela vítima dizia: "Me ajuda. Por favor. Mãe, eu quero chorar. Estou me sentindo tão mal".>
Depois do abuso, ainda dentro do veículo, a adolescente conseguiu gravar imagens mostrando o motorista segurando sua perna enquanto dirigia. Em seguida, ele deixou a jovem nas proximidades da residência da família.>
A mãe contou que viu a filha chegando chorando e tentou alcançar o motorista, que fugiu do local. "Ele parou umas duas casas atrás da nossa. Eu só vi ela vindo, chorando. Eu saí correndo atrás, correndo e xingando ele. Parti para a delegacia. Ele estragou a vida da minha filha", relatou ao portal G1.>
Segundo ela, a filha entrou em pânico após o ocorrido. Como o motorista viu onde a jovem mora, a família decidiu se mudar de endereço por medo de novas situações. “Ele estragou a vida da minha filha, emocionalmente, tudo. Ele tem que pagar”, declarou.>
A Polícia Militar conseguiu localizar o suspeito ainda no domingo, com base nas características físicas e nas informações do veículo utilizadas na corrida. Ele foi levado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II, em Ceilândia. A Uber lamentou o caso em nota e diz que colabora com a investigação. Leia:>
"A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.>
Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico. Ambos foram disponibilizados para a usuária".>