Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 08:58
Com apenas 12 anos e ainda cursando o ensino fundamental, Bernardo Vinício Manfredini alcançou um resultado incomum até mesmo entre estudantes mais velhos: foi aprovado no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O feito, divulgado inicialmente pelo Terra, chama atenção não só pela idade do aluno, mas pela naturalidade com que ele encarou o desafio. >
“Quando vi o resultado, fiquei muito feliz”, contou Bernardo em entrevista ao portal. “Isso significa que o conteúdo que eu estudei está me colocando no caminho certo para conseguir alguma coisa no futuro”, completou o estudante, que tem na Matemática uma de suas principais paixões.>
Bernardo Vinício foi aprovado em vestibular
A iniciativa de prestar o vestibular partiu do próprio Bernardo. Curioso sobre como funcionava um processo seletivo universitário, especialmente em um curso da área de Exatas, ele decidiu tentar. Após confirmar que a inscrição era permitida, a mãe, Luzia, fez o cadastro do filho para a prova.>
O vestibular da UERJ é dividido em duas fases. A primeira é composta pelos Exames de Qualificação, com 60 questões de múltipla escolha que abrangem Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Já a segunda etapa é o Exame Discursivo, que inclui uma redação e duas provas específicas, de acordo com o curso escolhido.>
Inicialmente, o adolescente encarou a prova como uma experiência sem grandes pretensões. A ideia era apenas conhecer o formato da seleção. No entanto, ao se deparar com o exame, percebeu que conseguia resolver boa parte das questões. Ele fez as perguntas que estavam ao seu alcance e acabou avançando para a segunda fase, até conquistar a aprovação final.>
Apesar do resultado expressivo, a família mantém os pés no chão. A mãe explica que, desde o início, o acordo era usar o vestibular apenas como um teste de conhecimento. Não há planos, por enquanto, de acelerar a trajetória escolar do garoto nem de recorrer à Justiça para efetivar uma matrícula antecipada na universidade.>