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Mulher é esfaqueada e tem corpo queimado após recusar a se relacionar com ex-colega de trabalho

Segundo a família, o suspeito dava em cima da vítima, mas ela deixou claro que não queria nenhum tipo de relacionamento

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 3 de março de 2026 às 10:02

Mulher é esfaqueada e tem corpo queimado após recusar a se relacionar com ex-colega de trabalho
Mulher é esfaqueada e tem corpo queimado após recusar a se relacionar com ex-colega de trabalho Crédito: Reprodução

A auxiliar administrativa Mariele Vitória Alves de Lima, 22 anos, foi esfaqueada e teve o corpo queimado, nessa segunda-feira (2), por um ex-colega de trabalho, após se recusar a se relacionar com ele. O crime ocorreu em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A vítima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na capital pernambucana. Parentes e amigos dela informaram, à TV Globo, que o homem, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, agrediu a jovem após ela recusar um relacionamento amoroso com ele.

Mesmo tendo sido demitido há cerca de 30 dias, o suspeito invadiu o antigo local de trabalho e atacou a mulher com golpes de faca. Em seguida, conforme relatos de testemunhas, ele jogou "thinner", uma mistura de solventes orgânicos usada para diluir tintas, sobre ela e ateou fogo.

De acordo com a tia da vítima, a cabeleireira Adenil Alves de Barros, policiais militares localizaram o suspeito na casa onde ele mora. O homem estava com cortes na barriga e no braço. Também teria sido encontrado o celular da vítima debaixo da cama dele. De acordo com a família, o quadro de saúde de Mariele é considerado estável.

"Ele trabalhava com ela há um tempo, [...] e se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele", contou a irmã de Mariele, Estefânia Maria da Cunha.

Segundo a família, o suspeito dava em cima da vítima, mas ela deixou claro que não queria nenhum tipo de relacionamento. Durante o período em que trabalhou na empresa, ele chegou a seguir familiares de Mariele nas redes sociais, o que levou a jovem a bloqueá-lo. "[Estou sentindo] dor e revolta porque todo dia é um caso [em] que [se] mata mulher e fica por isso mesmo, porque não tem uma punição severa para esses homens que fazem isso. [...] Ele premeditou, tudo foi premeditado. [...] Ele tem que pagar pelo que ele fez", afirmou.

Pai da vítima, Diego Adriano Barros da Silva explica que o sentimento é de raiva e ódio. “Quantas mulheres vão ter que morrer mais, quantas mulheres vão ter que passar por isso, que todo dia a gente está vendo aí, feminicídio e mulheres morrendo todo dia. Ela, dentro do trabalho, procurando um objetivo, um sonho, e um monstro desse vem, dá facada nela e queima ela", diz, indignado.

A família cobra justiça e punição para o suspeito. "Que apodreçam na cadeira, que façam alguma coisa pelas mulheres. Porque eles acham que são donos das mulheres. Ele não é dono de ninguém e o que ele fez não justifica. Ela não tem nada com ele, ela nunca teve nada com ele, e ele chegar assim", disse a tia da vítima.